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" Você esta aqui para possibilitar que o propósito divino do universo se revele.

Veja como você é importante! "

Eckhart Tolle


Arrisque... o risco é a unica maneira de você saber se está "realmente" Vivo!!!

Zoia Petrow








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Karma: A Lei do Retorno


por Bernardo de Gregorio


"Aprendei com os lírios do campo.
Vede como crescem;
E no entanto não trabalham
Nem tecem".

Lourenço Diaféria sobre Mateus; 5 e 6)


Antes de finalmente entrarmos na prática da Diafania, é imprenescindível que o leitor tenha uma boa noção daquilo que os hindus chamavam de ‘‘karma ‘‘ e suas manifestações, pois deve-se estar avisado dos riscos que envolvem o lidar com cristais e a responsabilidade que isto representa. Não me canso de repetir advertências como estas, porque já pude presenciar inúmeros maus usos e abusos dos cristais de quartzo, tornando-se esta uma questão também cármica, como entenderá o leitor no transcorrer deste capítulo. Na verdade, o karma não é propriamente parte do simbolismo dos cristais, mas é uma lei inexorável do universo (ou do inconsciente, como queiram), à qual tudo e todos estão submetidos e, sendo assim, seu conhecimento é fundamental para que se saiba aguardar conseqüências de cada ato humano, conseqüências estas também amplificadas pelos cristais.

Muitas vezes usa-se popularmente o termo ‘‘karma ‘‘, mas na verdade, são poucos os que depreendem o verdadeiro significado desta palavra. O karma é pois, uma lei do universo aplicável a todos os planos do existir humano, desde o físico matrial até o espiritual. Como karma se entende a lei do retorno que rege a relação entre todas as causas e as conseqüências por elas provocadas. Todos os eventos do universo são causados por outros que os precederam e, por outro lado, são causas de ainda outros que os sucederão. Cria-se assim, uma cadeia de causas gerando infinitamente efeitos em todo o universo. Em outras palavras: sempre há uma causa que gera determinado efeito, que por sua vez é causa de outro [1]. Algumas vezes, essa seqüência causal de fatos é bem clara: se, por exemplo, atiramos uma bola e ela bate contra uma parede, isto é efeito do movimento da bola e causa do desvio de sua rota.

Quando, no entanto, por outras vezes, as causas responsáveis por efeitos são de natureza sutil, a seqüência causal não fica tão clara assim: se, por exemplo, uma pessoa fica doente, isto não só é causado por um agente infeccioso, mas também por uma baixa nas defesas imunológicas de tal pessoa e por um fator próprio da natureza da pessoa em questão[2] Um desequilíbrio energético gerado em desarmonias entre seus corpos sutis é a causa dessa baixa na resistência. Sabe-se que o ‘‘stress ‘‘, físico ou psíquico, causa a liberação de hormônios corticais das glândulas supra-renais que, entre outros efeitos, geram um rebaixamento na imunidade corporal. É fácil de se observar que pessoas que atravessam uma crise psíquica qualquer adoecem com maior facilidade, ao passo que pessoas que se encontram bem psiquicamente têm saúde mais estável. Pode-se dizer então, que determinada doença foi causada por uma não adequação do ego de uma pessoa ao seu Self, ou que há uma disparidade entre o consciente e o inconsciente, ou ainda que, de maneira geral, a doença é efeito de um desarranjo em seus corpos sutis.



Causalidades podem ser ainda mais sutis e, sendo assim, são, logicamente, muito menos perceptíveis. Quando um determinado encontro ocorre entre duas pessoas, isto tem como causa, não só uma seqüência de eventos coincidentes, mas, como sabemos (cap.5), também a ação sincrônica do corpo causal sobre o inconsciente (pessoal e coletivo). Pode-se depreender, portanto, que o encontro entre duas pessoas quaisquer tem como causa sutil os "desígnios da Moira". Tais metas espirituais estão na dependência dos tortuosos caminhos do Eu-superior e, quando se consegue depreendê-los, só serão tenuemente aperceptíveis pelo ego após passados muitos anos. Isto fica mais claro se observarmos que eventos históricos aparentemente pouco relevantes ou mesmo inteiramente "casuais", acabaram por alterar completamente o curso do caminhar da humanidade. O pesquisador Alexander Fleming, por exemplo, descuidou-se e deixou que uma de suas culturas bacterianas "embolorasse". "Casualmente", ‘‘ ‘‘o fungo que cresceu nesta cultura foi o ‘‘Penicillium ‘‘, que naturalmente produz uma substancia que mata bactérias: a penicilina[3]. Também o telescópio foi inventado por "acaso": uma criança de cinco anos, filho de um oculista, brincava com as lentes do laboratório óptico de seu pai e acabou arranjando-as em uma seqüência tal que proporcionou um incrível aumento de imagem. Histórias similares podem ser contadas a respeito da descoberta dos raios X [4]

[5]. Seria mesmo o "acaso" a causa destas descobertas e invenções fundamentais para o desenvolvimento da humanidade ou existiriam causas sutis localizadas no espírito? Jung [6] nos lembra de exemplo ainda mais intrigantes: o químico F. Kekulé von Stradonitz pesquisava a fórmula estrutural do benzeno e depois de muito esforço, não conseguia visualizar como poderiam os carbonos se encaixarem naquela estrutura orgânica. Tendo tentado todas as formas de cadeias alifáticas até então conhecidas, sem obter sucesso, Kekulé teve um sonho em que via uma cobra se arrastando pelo chão e mordendo seu próprio rabo, formando a imagem de um anel [7]. Acordando, teve a idéia de arranjar os carbonos em um anel e descobriu o anel benzênico que revolucionou a química orgânica de então. O próprio Jung certa vez procurava em vão se concentrar para escrever um de seus livros, na verdade o livro que revolucionaria as teorias psicológicas tradicionais descobertas por S. Freud e aceitas por Jung até então [8]. Jung tentava apresentar o inconsciente coletivo utilizando-se dos métodos filosóficos clássicos que tanto conhecia, parem não conseguia deduzir o que pretendia. Sonhou certa noite que um grande navio estava sendo carregado com muitos baús de bagagens e que se tentava colocar um belo corcel branco à bordo, mas o cavalo, arisco, resistia bravamente. A situação se prolongou no sonho sem que ninguém conseguisse levar o tal cavalo à bordo. Foi então que surgiu um imenso gigante que pisoteou o cavalo, os marujos e o navio, destruindo tudo o que havia em seu caminho. Acordando em sobressalto, Jung escreveu seu livro naquela mesma noite em um único movimento de pena. Jung interpretou o cavalo como sendo a lógica clássica e o método filosófico que relutava em entrar no "navio" (livro). O que o sonho lhe revelou é que o inconsciente ("gigante") não admite este tipo de esforço que ele tentava em vão impor-lhe e que acaba por abrir seus próprio caminhos no tempo adequado. Fica então provado que o inconsciente (ou os corpos sutis nele contidos) muitas vezes é causa de fatos que podem ser decisivos para a vida de alguém ou mesmo para toda a humanidade, "escondendo-se" sob forma de "acaso".



A lei universal de causalidade (causa e efeito) é então o que se pode chamar de ‘‘karma [9] ‘‘. Sendo assim, o karma é um antigo conceito hindu que se resume nos enunciados: a toda ação corresponde uma reação igual e contrária e semelhante atrai semelhante. Estas são as leis do retorno e da similitude, leis tão universais que são válidas para todas as dimensões do existir humano. Além dos exemplos já vistos, vejamo-la com maiores detalhes: sob um prisma material (quarta mônada), a primeira parte deste enunciado é uma lei da física bem conhecida que explica, por exemplo, o empuxo. O empuxo é um conceito físico primeiramente descrito por Arquimedes na Grécia antiga e hoje utilizado, por exemplo, para a construção de navios. Apesar da física não ser de modo algum uma matéria que domino totalmente, vou tentar explicar aqui, de maneira simplificada, a base deste raciocínio: um navio desloca com seu próprio volume uma quantidade de água; este volume d'água deslocado exerce uma força contrária à força do deslocamento e, por isto, se consegue que o volume d'água deslocado seja maior que o peso do navio, ele flutua. Esta força gerada no deslocamento d'água chama-se empuxo e ocorre pela ação da pressão atmosférica ("peso do ar") sobre a superfície líquida [10]. Isto quer dizer que o navio age sobre o mar e este, como um todo, reage contra o navio com a mesma magnitude. Podemos dizer que o universo tem uma tendência inexorável ao equilíbrio perfeito e que qualquer ação será imediatamente contrabalançada por uma reação igual e contrária que garante a ordem do mundo, tal qual foi visto com o exemplo do navio e o mar.

Porém a lei do retorno pode ser verificada na física também em exemplo mais simples: a cinética. Se um carro que anda pela rua abalroa outro veículo, a energia cinética do carro vai "amassar" este outro veículo; mas a resistência do veículo "amassado", "amassará" também o carro que o abalroou. Isto quer dizer que um carro bate no outro mas tem que receber uma batida igual e contrária contra si para que o equilíbrio do universo seja mantido. Assim, quanto maior é a força que se coloca em um "soco", maior o "estrago" no rosto do adversário, porém maior o "estrago" também na mão do "boxeador". Levando em conta esta realidade, as artes marciais orientais utilizam a força do adversário contra ele próprio, não oferecendo resistência. Rondam por este caminho também as diretrizes cristãs da mansidão, baseadas em oferecer a outra face (Mateus; 5:39) que também referem-se à não resistência, baseando-se, provavelmente, em um conceito cármico. Em cinética ainda, o conceito de ‘‘atrito‘‘ pode ser também considerado como o retorno devido a qualquer móvel que se movimenta [11] Completando as manifestações do karma a nível físico e concreto, a teoria da gravitação universal de Newton, nos revela que matéria atrai matéria na proporção direta das massas e inversa das distancias, mostrando a um nível material a lei da similitude: semelhante atrai semelhante. Com o mesmo raciocínio podemos dizer, utilizando-nos da física quântica, que energias de níveis quânticos diferentes não podem interagir entre si, porque somente o que é intrinsecamente semelhante interage. Existiriam ainda inúmeros exemplos, mas estes já somam número suficiente.

Falando também do karma, sob um ponto de vista orgânico, enquanto o equilíbrio dinâmico entre forças opostas, além de todos os sistemas fisiológicos de controle homeostático, vale a pena citar um exemplo interessante que pode ser encontrado no livro Os Demônios de Loudun, escrito por Aldous Huxley. Conta-nos ele: Em todos os níveis de nosso ser, do muscular e sensorial ao moral e intelectual, toda tendência gera seu próprio contrário. Olhamos para alguma coisa vermelha, e a indução visual intensifica nossa percepção do verde e até mesmo, em certas circunstancias, faz com que vejamos um halo verde contornando o objeto vermelho e uma imagem persistente em verde depois do objeto ser removido. Nós tencionamos fazer um movimento; um conjunto de músculos é estimulado e, automaticamente, por indução espinal, os músculos opostos se contraem. O mesmo conceito se aplica aos mais altos níveis de consciência. Cada sim provoca um não correspondente.



Sob um prisma psíquico (terceira mônada), se lembrarmos do conceito de Sombra (cap.3), notaremos que para cada pequena ação egóica, cada pequeno pensamento ou sentimento, existe na Sombra uma "ação", "pensamento" ou "sentimento" de mesmo valor e exatamente contrários, porque os opostos têm que caminhar lado a lado. Do ponto de vista existencial, cada pequena ação humana, por mais inconseqüente que possa parecer, gera uma rede infinita de efeitos que invariavelmente atinge toda a humanidade. Por outro lado, esta ação é uma escolha livre do Ser Humano em resposta a outra infinita rede de ações que a precederam. Por exemplo: quando resolvi escrever este livro, esta foi uma escolha que teve como um dos efeitos o próprio livro, que por sua vez causará algum tipo de impressão nos leitores. Esta impressão, maior ou menor, fará parte do ‘‘pool ‘‘de impressões e memórias de cada um dos leitores que, conscientemente ou não, tomará decisões posteriores baseando-se neste ‘‘pool ‘‘. Desta forma, não deixa de ser responsabilidade minha tal influência em futuras decisões do leitor. Esta é uma responsabilidade cármica, isto é, pelo retorno e pela similitude pode-se afirmar que tudo o que for gerado por este livro, de alguma forma, deve retornar a mim em proporção exatamente igual ao que foi por mim gerado.Isto é válido para o que seja bom e para o que seja mal: absolutamente indiferente. Pode-se começar a entender minha extrema preocupação em rechear este livro com advertências e em dedicar todo um capítulo ao karma. Procedendo assim, pretendo estar "acordando" a Consciência kármica de cada leitor, localizada em seu corpo causal (cap.5) e de certa forma, "garanto-me carmicamente" [12]. Por outro lado, as pessoas que sentem-se atraídas por esta leitura são, de alguma forma, semelhantes a mim e o meu próprio proceder determinará de maneira inconsciente o público que atingirei. Isto, a nível psíquico, é gerado pelos fenômenos de identificação e projeção (cap.3).

Falado assim, tudo pode parecer muito complicado e de fato, o é. Fica praticamente impossível a um Ser Humano (ao menos, a um ego humano) ter a consciência exata das conseqüências de todos e de cada um dos seu atos, pois essa intrincada rede cármica é complexa em demasiado para captarmo-la por inteiro. Como proceder então, dentro desta cadeia causal? O conselho não é meu, mas encontra-se no Novo Testamento: amai ao próximo como a vós mesmos (Lucas;10:27) e assim, tudo o que vós quereis que vos façam os homens, fazei-o também vós a eles. Porque esta é a lei (...)(Mateus;7:12). é agora, imagino, simples que se reconheça a lei do karma nesta palavras evangélicas: todas as atitudes que tivermos, de uma forma ou de outra, reverter-se-ão sobre nós mesmos, porque o "próximo" nada mais é do que nós mesmos em outrem projetados (Tu).



A lei do karma torna-se ainda mais complexa quando vista sob um prisma espiritual (segunda mônada), pois sabemos que nosso Eu-superior fez antecipadamente uma escolha de nosso destino para esta vida (cap.5). Isto quer dizer que andaremos pelos caminhos da vida guiados por este Eu-superior que se incumbirá de nos colocar em situações que são efeitos de uma causa espiritual remota, contracenando com espíritos que nos são, de alguma forma, semelhantes, efeitos gerados no nosso corpo causal. Estes desígnios sutis do espírito, este "trançar emaranhado" de "fios" no "tear da Moíra" (cap.5), é regido pelo que é chamado de ‘‘fio ‘‘ ‘‘vermelho ‘‘ ou ‘‘fio ‘‘ ‘‘de ‘‘ ‘‘Ariádne ‘‘. Esta é uma referência ao mito grego de Teseu e o Minotauro. O grande herói de Atenas, o príncipe Teseu, foi a Creta para matar um monstro metade homem, metade touro, que se alimentava da carne de jovens atenienses periodicamente a ele entregues. Oferecendo-se em sacrifício, Teseu entrou em uma grande e intrincada construção onde estava encerrado o Minotauro: o labirinto [13]. O herói matou com sua espada o Minotauro, mas precisou seguir um fio atado à sua cintura para descobrir a saída do labirinto. Atar este fio a Teseu, antes que entrasse no labirinto, havia sido idéia de Ariádne, princesa cretense que se apaixonara por Teseu e que queria garantir sua volta.

Sobre este "fio de Ariádne" nossa vida edifica-se. Depende de nosso proceder egóico o "matar o Minotauro", mas a saída deste labirinto que se chama vida, seu verdadeiro significado, só é dada àquele que se deixa seguir o "fio de Ariádne". Como foi dito no capítulo 5, tudo aquilo para o que não se pode ver uma causa aparente e a que se chama ‘‘acaso ‘‘, é causalidade com uma causa sutil localizada no corpo causal (inconsciente). Todas as situações em que somos jogados, só existem para propiciar nossa evolução (individuação). O karma não é, como muita gente pensa, um pesado fardo que temos que carregar ou simplesmente um castigo pelos erros cometidos. Muito pelo contrário, o karma é uma força suprema (primeira mônada) que nos impele para a evolução mediante situações que temos que superar. Como pode se processar a individuação sem que superemos nossas projeções e encaremos nossa Sombra? Cada vez que um Ser Humano supera uma dada etapa cármica, ele evolui e com isto gera uma rede infinita de efeitos que propicia a evolução de toda a humanidade. Por outro lado, se um Ser Humano acomoda-se e petrifica-se sobre seu karma, considerando-o um fardo que tem que carregar, ele bloqueia sua própria evolução, gerando uma rede infinita de efeitos que dificultará a evolução da humanidade. A imagem para este fenômeno é a de uma pedrinha jogada em um lago tranqüilo, onde círculos de ondas concêntricas formam-se de modo que com o tempo, todo o lago sente o efeito daquele pequeno abalo causado na superfície da água pela pedrinha (por menor que ele seja). Como a principal lei do universo (ou do inconsciente) é a evolução, todas as forças colocar-se-ão contra aquele Ser Humano que estiver estagnado e ele sofrerá as conseqüências da sua própria escolha pela não-evolução. A situação ficará cada vez mais crítica até que o tal Ser Humano entenda a lei do karma e resolva voltar a evoluir, e com ele toda a humanidade. Richard Bach nos traz uma linda imagem deste conceito em seu livro Ilusões, quando compara o Ser Humano a uma nuvem que apenas segue o impulso das forças da natureza e guia seu curso pelo vento sem nada questionar [14]. Rudolf Steiner, explica eximiamente a lei do karma desde o prisma físico até o espiritual em seu livro As Manifestações do Karma, cuja leitura aconselho para um aprofundamento das noções que aqui são semeadas.



A grande diferença entre o Ser Humano e os seres superiores é que estes compreendem a lei do karma e livremente deixam-se levar pelas forças divinas do universo sem a elas oporem resistência. Os seres menos evoluídos que o Ser Humano não têm a capacidade do livre arbítrio e são obrigados a seguir as forças divinas do cosmos [15]. Isto coloca o Ser Humano em uma posição única no universo: sendo obrigado a ser livre, não sabe utilizar sua liberdade e constitui o único ser capaz de ir contra estas forças cósmicas de evolução, guiando-se por sua própria ignorância [16]. Desta forma, o Ser Humano transforma-se no "fiel da balança" que pode bloquear com suas ações livres a sua própria evolução e a evolução do universo. Por isso dizer-se que vós sois o sal da terra (Mateus;5:13). No entanto, colocar-se contra este "governo oculto do mundo" é atrair para si conseqüências nefastas, pois ir contra o cosmos significa ir a favor do caos [17]. É por isso que se encontra no Novo Testamento a frase: aqueles que não estão comigo estão contra mim (Lucas;11:23). Pode-se começar a interpretar sob o ponto de vista cármico a lenda de Atlântida (cap.6), entendendo-se o porque foi atraída sobre aquele continente a "ira de Deus", como costumavam dizer os antigos, ou em nossa linguagem, o porque suas próprias decisões livres foram contrárias às leis do universo desencadeando uma seqüência de causas e efeitos que culminaram com a destruição total da raça vermelha. Repetem-se aqui os ensinamentos chineses do "Livro das Mutações" ‘‘I Ching‘‘ no hexagrama 51, quando Deus manifesta-se sob o signo do Trovão em temor e tremor (cap.4). Por outro lado, mesmo estas provas terríveis da inexorabilidade do karma estão previstas pelo "governo oculto do mundo" que toma suas providências para que a evolução do universo continue, como no caso do envio do Manu a Atlântida, ou no envio de Cristo para salvar o mundo, ou no envio de Buddha para apontar o caminho da iluminação.

Ao lidar-se com cristais de quartzo, nossa vontade, nossas emoções e nossos pensamentos são amplificados. Pela lei do karma, quanto maior é a ação do Ser Humano sobre o mundo, maior é a resposta que se deve aguardar. Sendo assim, aquele que possuir um cristal interferirá muito mais no mundo à sua volta, recebendo para si as conseqüências de seus próprios atos, amplificadas também. Fica portanto muito maior a responsabilidade cármica daquele que possui um cristal, pois quem semeia vento, colhe tempestade. Por outro lado, as possibilidades de evolução pessoal e, portanto, de toda a humanidade, são infinitas e muito de bom poderá advir de um uso mais amplo dos cristais.



Os elementais (2D) estão acima do Bem do Mal, eles "respondem" tão-simplesmente aos impulsos da natureza (ou por outra, eles são tais impulsos), sendo regidos diretamente pelas leis cósmicas e provocando no mundo as respostas a estas leis. Uma vez "despertados" por um Ser Humano, eles "deixar-se-ão" levar "alegremente" por nossas orientações como se "aceitassem" em nós uma parte do "governo oculto do mundo", não cabendo a "eles" nenhuma responsabilidade cármica por nossos atos amplificados. A responsabilidade é humana e é nossa tarefa aprender a lidar com essa complexa lei, sob pena de sofrermos as conseqüências de nossos atos. Isto já foi visto antes (cap.4), mas sempre vale a pena repetir.

A idéia de ‘‘karma‘‘ pressupõe uma outra idéia controversa que é o fenômeno da reencarnação. Como pode-se aceitar este fenômeno em uma visão junguiana? Em primeiro lugar, fique claro que mesmo sem se aceitar a reencarnação ‘‘per se ‘‘, as leis da causalidade (retorno e similitude) podem ser aceitas dentro dos limites do nascimento e da morte. Em segundo lugar, Jung (enquanto teórico) nunca preocupou-se em aceitar ou em refutar o fenômeno reencarnatório, limitando-se a dizer que o Self possui suas próprias diretrizes e razões e que não é dado ao ego conhecê-las, uma vez que a natureza do Self é transcendental e extra-psíquica: espiritual. Em terceiro lugar, Jung lida simbolicamente com a idéia de ‘‘reencarnação‘‘, considerando o símbolo da morte como um símbolo de transformação, onde a cada "morte", segue-se um "renascimento" [18]. Por uma abordagem simbólica, fica então resolvido o problema da reencarnação, mas no concreto, pouco pode-se falar a favor da idéia reencarnatória, além de apontar fenômenos um tanto místicos e duvidosos.

Aceitando-se a reencarnação ‘‘per se‘‘, causas e efeitos não limitar-se-iam ao período da vida humana encarnada, mas estender-se-iam para os períodos entre-vidas e para vidas anteriores e posteriores. Por vezes, acha-se uma causa sutil em fatos de uma vida passada (ou algo que poderia ser assim tomado), como um trauma, conforme demonstram os estudos de Edith Fiore e outros autores em Terapia Regressiva a Vivências Passadas (T.R.V.P.). Quem trabalha nesta linha psicoterápica, procura, utilizando-se de técnicas hipnóticas e psicodramáticas regressivas, causas no passado. Tais causas seriam inevitavelmente, segundo a T.R.V.P., eventos traumáticos (desta e de outras vidas). Trabalhar com as emoções e os sentimentos associados a eventos traumáticos passados é a função terapêutica em T.R.V.P. Mesmo que os relatos conseguidos em uma regressão não tenham nada a ver com vidas passadas, sempre podem ser considerados como criações do inconsciente, ainda que sejam simplesmente fraudulentos em relação à Realidade [19]. O importante são então, os símbolos que o material regressivo contém e mais uma vez, a Verdade prevalece sobre a Realidade (cap.3).

Platão e Socrates

A idéia de que fatos de vidas passadas interferem ou podem interferir em nosso presente faz parte de diversas religiões, não só das védicas e budistas, mas também sendo parte inclusive do mito cristão da ressurreição de Cristo. Na filosofia, Sócrates e Platão já se valiam da noção de "lembranças" ou "reminiscências de outras vidas". É bem conhecida a noção de imortalidade da alma exposta por Platão em Phédon. Também é bem conhecido o diálogo Menon em que, ainda segundo Platão, Sócrates apresentou um problema geométrico [20] a um escravo sem cultura para exemplificar seu método singular de ensino: o não saber. Sempre questionando e nunca afirmando, inicialmente Sócrates fez ver ao escravo que ele efetivamente não sabia a resposta a tal problema. Após a consciência de sua ignorância, ainda sob a orientação das perguntas de Sócrates, o escravo foi capaz de deduzir o teorema matemático que respondia o problema [21]. Como foi possível que o escravo sem nada saber pudesse chegar a um teorema não tão simples assim? Sócrates (ou Platão) dizia que a alma, sendo imortal, possuía reminiscências de conhecimentos anteriores e, desta forma, o aprender deve ser parecido com o lembrar-se que já sabe. Por isso, o único e o maior conhecimento possível a um Ser Humano é o saber que nada sabe. Quem procurar esta idéia reencarnatória como símbolo, encontrará ainda muitas referências. Por exemplo, na alquimia, em sonhos, em estórias folclóricas, etc. Se é assim de fato, pode-se falar de um "arquétipo reencarnatório" e é sobre esta idéia arquetípica e simbólica que incide o karma (ao menos sob esta nossa visão).



Muitas pessoas colocam-se contra o fenômeno da reencarnação, sem ao menos perceber que ele é muito mais natural do que qualquer outra explicação para o nascimento e a morte. O Sol, ao término de cada dia, "morre" no horizonte, para "renascer" no dia seguinte. A Lua "morre" e desaparece a cada fase minguante, para "renascer" no céu a cada lua-nova. Toda a natureza "morre" a cada inverno, para renascer na primavera. Se a lei da física sobre a conservação universal da matéria e da energia está correta, então na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma, como disse Lavoisier. Se da matéria e da energia de que nosso corpo fisico-etérico é feito, provém, pela transformação, outras formas de matéria e energia, o que é feito da energia psíquica e espiritual de nossos corpos sutis? O ‘‘I Ching‘‘ confirma esta idéia com a lei fundamental das mutações [22]: tudo no universo se transforma, menos esta lei. Por que apenas nós, Seres Humanos, não estaríamos inseridos nesta natureza?

Diz-nos Steiner que o Ser humano, a cada morte, despe-se de seus corpos mais concretos enquanto sua consciência superior, o Eu, é mantida para que em uma próxima vida volte às dimensões concretas e continue seu caminho evolutivo seguindo as leis do universo. Sem esta noção de espiritualidade, que pressupõe o fenômeno reencarnatório, a vida humana seria vazia e desprovida de sentido. Ao se negar a própria espiritualidade, adverte-nos Helena Blavatski, está se negando o próprio Eu e um processo de morte inicia-se de acordo com as leis cósmicas. Se eu nego minha própria existência enquanto individualidade eterna, o efeito cármico disto é meu próprio desaparecimento. Mesmo ao negar-se o karma, ele não desaparece, bem como podemos negar à vontade a lei da gravidade que com isto ela em nada se alterará (o máximo que conseguiremos é experimentá-la, com um braço quebrado, por exemplo). No processo de morte e renascimento, voltamos a estar entregues às leis do universo e somos orientados nas dimensões superiores por seres mais evoluídos que se incumbem de reinserir-nos no caminho da evolução, de acordo com nosso próprio karma.



Retomando nossa discussão sobre o karma e entendendo que os leitores tomarão a idéia da reencarnação [23] como pressuposto para a continuidade da Diafania, cabe ainda dizer que por vezes a causa de um fato pode ser encontrada, surpreendentemente, também no futuro. Sim, na 9.a dimensão (cap.5), onde o karma encontra sua raiz; presente, passado e futuro são aspectos de um mesmo ser e são, por assim dizer, concomitantes. Pois não é o inconsciente atemporal? Sem problemas podemos entender que a mão direita e a mão esquerda fazem parte de um mesmo corpo físico na 3.a dimensão. Por que não entenderíamos que presente, passado e futuro seriam parte de um mesmo corpo causal na 9.a dimensão? Não havendo, portanto, uma necessária seqüência cronológica entre causas e efeitos a nível inconsciente, o karma pode se apresentar retrógrado, com uma causa futura levando a um efeito passado. Isto pode ser visto no filme "Excalibur", quando ao vislumbrar a futuro rei Arthur que unificaria toda a Inglaterra, Merlin aceita a proposta de Uther em usar da magia para que ele passe uma noite com Igraine e diz: Está feito. O futuro criou raízes no presente. A causa para a decisão de Merlin está nos feitos do rei Arthur, que então, não havia nem mesmo sido concebido. De uma maneira bem mais detalhada M. Z. Bradley conta-nos a mesma estória em suas Brumas de Avalon.

Através da intuição e do "acaso", o futuro interfere em nosso presente a cada instante. Em fatos cotidianos, isto pode ser visto de uma forma muito simples: se no futuro alguém quiser ser, digamos, médico, isto pressupõe cursar uma faculdade de medicina, e este vislumbre do futuro influencia a que se preste vestibular para medicina. Seria incoerente que alguém pretendesse formar-se médico cursando uma faculdade de direito. Desta forma, nossa vida presente, as vidas passadas e vidas futuras (dentro dos limites do nascimento e da morte, ou não) entrelaçam-se em causas e efeitos segundo a lei do karma no curso de infinitas "encarnações" pela eternidade (mesmo que em uma só vida). Sartre em sei estudo sobre a temporalidade no livro O Ser e o Nada, chama estes tempos de ‘‘passado-presentificado‘‘ e ‘‘futuro-presentificado ‘‘, respectivamente. E parece-nos muito natural que estes tempos resumidos pela presentificação em um momento virtual egóico chamado o agora, possam influir grandemente em nossa ‘‘Weltanschauung [24] e, portanto, nas escolhas livres que fazemos. Da mesma forma, esta ‘‘Weltanschauung‘‘ altera totalmente as leituras feitas dos fatos do passado e dos ‘‘vir-a-ser‘‘ do futuro e realmente passado e futuro se alteram a cada momento presente. A idéia mais importante sobre o karma é a de que o Ser Humano interfere em seu próprio destino, tanto futuro quanto passado, através de cada pequena ação no presente. Todos os eventos de uma vida humana encontram-se encadeados em seus mínimos detalhes, de forma a construir uma infinita teia cármica que une todos os momentos diferentes de tempo e todos os pontos do espaço. Desta forma, o tempo e a temporalidade perdem suas linearidades e aprentam-se tridimensionais em uma hiper-estrutura espacial. Todos os Seres Humanos tornam-se um, quando vistos assim. Jorge Luís Borges tem uma belíssima imagem para isto em seu conto O Aleph (in PDF), onde descreve um fenômeno transdimensional que ocorre no porão de sua casa, em que o mundo pode ser observado ao mesmo tempo em todos os seus aspectos diferentes.

Concluindo: superar o karma significa entendê-lo, descobrir o "fio de Ariadne" que orienta a construção desta teia e deixar-se conduzir por ele, cumprindo livremente o seu próprio destino. O estudo detalhado e atento de uma biografia humana revela a trajetória deste "fio de Ariadne", auxiliando na compreensão desta meta sutil do espírito [25]. Tudo e todos estão sob o efeito das leis cósmicas, das quais ressaltamos aqui o karma. Por esta razão cada encarnação humana tem o objetivo específico de superar etapas evolutivas típicas de cada espírito, frutos da evolução individual em encanações anteriores e posteriores (talvez também concomitantes?). O karma é a lei da "economia" espiritual que se incumbe de retribuir todas as ações humanas na mesma moeda e com a "justiça divina", além de colocar-nos no meio que nos é semelhante e próprio. O karma é a "ecologia" espiritual com seu equilíbrio próprio e delicado, com seus "ecossistemas" bem definidos. Todos tem a vida que merecem, na proporção exata ao que têm direito, ou melhor, todos têm a vida que acreditam merecer, na proporção exata de que acreditam ter direito. Qualquer transformação desta vida é evolução e será retribuída, seja o bem com o Bem ou o mal com o Mal. O Ser Humano está livre para atuar no mundo e com sua própria experiência descobrir a verdade cósmica para finalmente integrar-se espontaneamente ao "governo oculto do mundo".



[1] NB: este raciocínio mantém-se lógico se não for questionado jamais qual é a causa de todas as causas, ou qual seria o efeito de todos os efeitos. Este paradoxo deve ser habilmente evitado neste ponto, como nos adverte E. Kant.

Notas:
[2] NB: conforme postulado de L. Pasteur:
Agressão Idiossincrasia Doença Defesa
[3]
[4] NB: um filme fotográfico foi esquecido casualmente ao lado de um tubo de raios catódicos e houve o aparecimento da imagem dos ossos da mão esquerda da esposa de W. R<\v>ntgen., da eletricidade.
[5]
[6]
[7]
[8]
[9]
[10] NB: mesmo princípio do fenômeno dos vasos comunicantes
[11] NB: exclui-se, evidentemente, as situações de vácuo hipotético.
[12] NB: garantir-se carmicamente é uma possibilidade puramente hipotética, sendo na prática irrealizável
[13] NB: referência ao castelo de Knóssos, conhecido em grego como labriV oikoV, ou seja: ‘‘labris óikós‘‘ "a casa do duplo machado" do grego antigo: labriV inqoV, ou seja: ‘‘labris inthós ‘‘donde: labirinqoV, ou seja: ‘‘labirinthós ‘‘e em português, ‘‘labirinto ‘‘. Ver também referência no capítulo 18 sobre o símbolo do touro
[14] NB: uma nuvem não pensa para onde deve ir. Apenas sente um impulso e vai
[15] NB: do grego: kosmoV, ou seja: ‘‘kósmos‘‘ ‘‘mundo" "a ordem do mundo"
[16] NB: por caminhos inteiramente diversos, autores como E. Kant, J. J. Rousseau e J. P. Sartre, chegam às mesmas conclusões. Seria interessante um estudo das obras sobre ética destes autores, já que aqui não há espaço para uma tal comparação
[17] NB: do grego: caoV, ou seja: ‘‘cháos‘‘ ‘‘abismo escuro e profundo", "desordem", "o nada"
[18] NB: muitos aspectos desta visão simbólica junguiana podem ser encontrados no livro Símbolos da Transformação de C. G. Jung
[19] Em relação a isto, expus no 1.o Encontro Nacional de Terapias Regressivas a Vivências passadas (1.o ENTRVP), a interpretação completa da seqüência de regressões de um caso clínico narrado por Fiore em seu livro Já Vivemos Antes
[20] NB: qual a medida do lado de um quadrado perfeito com área 2?
[21] NB: o lado de um quadrado é dado pela diagonal de um quadrado com a metade de sua área,. Logo, o lado de um quadrado com área 2 é a diagonal de um quadrado de área 1
[22] NB: lei esta contida no ideograma em chinês para ‘‘I‘‘
[23] NB: ainda que meramente como símbolo e não necessariamente como um fenômeno factual
[24] NB: do alemão: "visão de mundo", "ponto de vista"
[25] NB: estudos assim são encontrados, por exemplo, no livro Biografia e Psique de Rudolf Treichler


Fonte: grupo de estudos transição planetária Cinturão de Fótons

NÍVEIS MENTAIS



A mente humana é uma faculdade sensorial da inteligência. Sua função é captar informações que são armazenadas nos neurônios cerebrais pelos outros sentidos normais do ser humano. Nossa mente tem condições de captar e imprimir qualquer tipo de informação em uma célula viva. Através de nossa vontade, temos condições de entrar em sintonia com qualquer centro cerebral e levar à consciência a informação que se encontra ali armazenada.

De acordo com as freqüências das ondas cerebrais, os níveis mentais estão dentro de dois grandes grupos: Nível Astral ou /nível Mental (vide quadro).

Na frequência do nível BETA, ou estado de vigília, estão associados os cincos sentidos físicos: tato, paladar, olfato, visão e audição. Nela realizamos as ações comuns de nossa vida como falar e pensar, enfim, passamos o dia em BETA. Ela é o ponto intermediário entre os planos Astral e Mental. Neste nível, a rotação cerebral varia de 9 a 14 ciclos por segundo.

A frequência do nível ALFA, é o nível da criação, é quando você relaxa, faz projeções. Podemos usufruir dele tanto consciente como inconscientemente. Podemos alcançar um relaxamento maior e é onde criamos, pensamos, desejamos, programamos sonhos. É um estado de sono não profundo, no qual não sonhamos. A freqüência de rotação do cérebro varia de 5 a 8 ciclos por segundo.

Atingir a frequência do nível TETA, exige um relaxamento profundo. É quando a pessoa dorme profundamente e sonha. Nesta freqüência, através da sugestão hipnótica, pode-se realizar cirurgias num paciente, sem anestesia e sem dor. Em TETA, a rotação cerebral atinge de 2 a 4 ciclos por segundo.

A frequência do nível DELTA, é o nível da inconsciência. Nele somente o subconsciente está agindo. Seria semelhante a um estado de coma, ou nível no qual nos encontramos no mundo espiritual. Em DELTA, a freqüência de rotação cerebral permanece na faixa de 0,1 a 1 ciclo por segundo.

Podemos treinar nossa mente a usar qualquer campo sensorial, ou seja, atuar em qualquer uma dessas freqüências com a mesma facilidade com que atua nos sentidos de sensações biológicas. Tudo é apenas questão de treinamento e dedicação. Esses são níveis que exigem concentração em estado de relaxamento profundo para se atingir resultados satisfatórios, a curto ou longo prazo.

Na frequência do nível ASTRAL, nós imaginamos, criamos, mas não nos realizamos com bastante intensidade ou rapidez. A cura, por exemplo, ocorre, mas com lentidão. Você tem proteção, mas pode diminuí-la, se não souber mentalizar direito.

Algumas faculdades mentais podem ser realizadas tanto no astral como no mental, por exemplo: telepatia, clarividência, premonição e energização. Algumas delas, inclusive, nos permitem a comunicação com entidades e seres de outras dimensões.

Tanto no astral como no mental, os fenômenos e seus efeitos são ilimitados. A diferença que existe entre eles é muito simples de ser identificada. No astral ocorre a realização dos fenômenos de maneira invisível, quando não podemos ver materialmente a energia atuando no processo, pois ela não sai do nosso campo energético.

Na frequência do nível MENTAL, é que conseguimos atuar no consciente exterior, o que permite a realização de efeitos físicos. Por ser aliada a um nível raramente estudado, é que existem poucos paranormais de efeitos físicos em todo o mundo - que são aqueles capazes de fazer sua mente atuar em estado de concentração alterada e realizar fenômenos físicos.

Salvador Dali

Atuar no consciente exterior significa emitir energia além do seu raio energético, fazer com que ela atue na matéria ou na mente de outra pessoa à distância. O único paranormal que conseguiu atingir 100% da sua capacidade mental foi Jesus Cristo. E o exemplo que nos deixou foi o de usar os níveis mentais de efeitos físicos, onde a cura é rápida, os resultados são instantâneos e nossa mente funciona em ritmo acelerado.

Os níveis acima de Beta são caracterizados pelas altas freqüências cerebrais, para elevação de vibrações e são esses níveis que iremos trabalhar, no seu desenvolvimento.

A tabela abaixo nos explica detalhadamente os níveis Mental e Astral:


MENTAL DIMENSIONAL
27 a 32 ciclos por segundo
MENTAL FÍSICO
21 a 26 ciclos por segundo
MENTAL SUPERIOR
15 a 20 ciclos por segundo
B E T A
09 a 14 ciclos por segundo
ALFA
05 a 08 ciclos por segundo
TETA
02 a 04 ciclos por segundo
DELTA
0,1 a 01 ciclos por segundo





No nível MENTAL SUPERIOR (logo acima de Beta) ainda acontecem algumas realizações do astral como o desejo, a projeção e a telepatia. As ações permanecem a nível do consciente interior, ou seja, nosso subconsciente não emite energia para além do campo energético do nosso corpo.

O campo energético interno tem um raio de ação de seis a sete metros de circunferência, tomando nosso corpo como centro. Este é o raio de ação que se vai alcançar no mental superior. Até mesmo a telepatia, a uma distância maior, não deverá funcionar satisfatoriamente. Preparamos nossa mente neste nível para programar sonhos, interpretá-los, ativar a percepção e os poderes extrasensoriais. Também para alcançar uma preparação para o início da realização de fenômenos paranormais. No mental superior a rotação cerebral varia de 15 a 20 ciclos por segundo.

O desejar profundo, em nível mental, significa desejar alguma coisa sem duvidar de sua realização. Trazer esta coisa para perto de você, imaginar-se dentro dela usando-a, conforme o caso. Ver materialmente o objetivo ou circunstância fazendo parte de sua vida, sendo algo já conquistado e definitivo. Isso deve ser feito em estado de total consciência, sem relaxamento, o que significa que sua mente estará em estado de concentração alterada.

No nível MENTAL FÍSICO realizamos fenômenos físicos como entortar metais, levitar objetos, influenciar pessoas, transmitir mensagens telepáticas com grande eficiência, causar sensações em outras pessoas ou mudar o sentimento e o pensamento delas de forma benéfica. O cérebro apresenta uma rotação de 21 a 26 ciclos por segundo.

O nível MENTAL DIMENSIONAL é aquele no qual se trabalha com dimensões diferentes das que vivemos normalmente. Neste nível podemos realizar transmutações, materializações ou desmaterializações de objetos e até mesmo de nosso corpo. É um nível ainda bem pouco explorado. Nele podemos realizar viagens por outras dimensões com nosso corpo físico. A esse nível, o cérebro estará com rotação de 27 a 32 ciclos por segundo.

Acima de 17 ciclos por segundo, os resultados só são positivos. A energia cósmica, a este nível só pode ser usada positivamente ou, no máximo, pode ficar neutra, nunca negativa, nossa aura amplia.

Quando estamos no astral, podemos ficar vulneráveis, a vibração baixa, a energia deste nível, pode ser usada negativamente. O campo energético pode baixar, não só na meditação, mas também quando a pessoa chora ou dorme, pois a aceleração de suas freqüências cerebrais diminui, assim como a energia e, logicamente, a sua proteção. Assim, pensamentos negativos, vibrações negativas não só de pessoas, como também do ambiente, influenciam a aura dessa pessoa, podendo absorvê-los.

Também é importante ressaltar que se uma pessoa está com sua vibração acelerada, seu campo ampliado, as pessoas à sua volta entrarão em sintonia e, em conseqüência, serão também equilibradas.



Fonte: Grupo de estudos transição planetária Cinturão de Fótons

OS VERSOS DE OURO DE PITÁGORAS





As Bases da Evolução





Ainda hoje, os Versos de Ouro da tradição pitagórica – mapa do caminho para a sabedoria divina – permanecem atuais e chamam a atenção pela mensagem auto-regeneradora endereçada a cada um de nós.

Carlos Cardoso Aveline


Os Versos de Ouro da tradição pitagórica constituem um documento de valor inestimável. Esse texto breve e único é um mapa preciso do caminho para a sabedoria divina.

É verdade que o documento tem sido mantido em um relativo esquecimento, como tantos outros que pertencem à sabedoria tradicional do Ocidente. Mas isso só aumenta o valor da sua descoberta pessoal por parte do leitor. Por outro lado, o significado desse texto brilha hoje dentro de um contexto maior, pelo qual as filosofias clássicas grega e romana vêm, desde o século 20, recuperando gradualmente a sua visibilidade e a sua popularidade.

Os Versos de Ouro expressam em poucas palavras e com uma clareza definitiva o compromisso de vida dos pitagóricos de todos os tempos. Sua mensagem será provavelmente tão atual dentro de 20 ou 25 séculos como era na Grécia e na Roma antigas. Por outro lado, durante a complexa transição atual para uma civilização planetária e democrática, os Versos apontam e sinalizam impecavelmente o caminho da auto-regeneração de cada indivíduo, que constitui a base fundamental para um renascimento coletivo, a médio prazo, da sabedoria no futuro.

Traduzo os Versos a partir do texto de Hierocles de Alexandria(1), com base na versão inglesa feita por N. Rowe em 1707, e adotada hoje pela maior parte dos estudiosos da tradição pitagórica.(2) Acrescento alguns poucos comentários e informações adicionais.
A seguir, um texto imortal, que se pode e deve reler muitas vezes ao longo do tempo. É um mapa, um guia e um tratado completo sobre a vida dos sábios.



Versos de Ouro

1. Honra em primeiro lugar os deuses imortais, como manda a lei.

Os deuses ou espíritos imortais são os grandes instrutores da humanidade. A lei referida aqui é a lei da evolução, que guia simultaneamente o cosmo e cada ser que vive nele.

2. A seguir, reverencia o juramento que fizeste.

No seu aspecto mais profundo, o juramento ou voto é simplesmente a decisão, tomada em nosso próprio coração, de seguir o caminho da sabedoria.

3. Depois os heróis ilustres, cheios de bondade e luz.

Os heróis ilustres são seres de alto grau de evolução, embora ainda não tenham chegado à completa libertação espiritual.

4. Homenageia então os espíritos terrestres, e manifesta por eles o devido respeito.

Os espíritos terrestres são os homens bons e sábios.

5. Honra em seguida a teus pais, e a todos os membros da tua família.

Cumprir os deveres familiares e ter um comportamento equilibrado no plano emocional garante uma boa parte da tranqüilidade básica necessária à busca da sabedoria divina. Mas o desapego é igualmente importante.

6. Entre todos os outros, escolhe como amigo aquele que se distingue por sua virtude.

Na sua obra intitulada “Ditos e Feitos Memoráveis de Sócrates”, Xenofonte conta que Sócrates aconselhou a Cristóbulo: “Fica tranqüilo, procura fazer-te bom e, uma vez bom, põe-te à caça dos corações virtuosos.”(3)

7. Aproveita sempre tuas suaves exortações, e segue o exemplo das tuas ações virtuosas e úteis.

Os pitagóricos buscam ensinar pelo exemplo.

8. Mas evita, tanto quanto possível, afastar-te do teu amigo por um pequeno erro.

9. Porque a força é limitada pela necessidade.

10. Lembra que todas essas coisas são como eu te disse.

11. Mas acostuma-te a vencer essas paixões: primeiro, a gula; depois a preguiça, a luxúria e a raiva.

Segundo Hierocles, “essas são as paixões que devemos restringir e manter dominadas, para que elas não possam descompor e obstruir a nossa razão.”

12. Nunca faças junto com outros, nem sozinho, algo que te dê vergonha.

13. E, sobretudo, respeita a ti mesmo.

14. Pratica a justiça com teus atos e com tuas palavras.

15. E estabelece o hábito de nunca agir impensadamente.

16. Mas lembra sempre um fato, o de que o destino estabelece que a morte virá a todos;

17. E que as coisas boas do mundo são incertas, e, assim como podem ser conquistadas, podem ser perdidas.

18. Suporta com paciência e sem murmúrios a tua parte, seja qual for,

19. Dos sofrimentos que o destino determinado pelos deuses lança sobre os seres humanos.

20. Mas esforça-te por aliviar a tua dor no que for possível,

21. E lembra que o destino não manda muitas desgraças aos bons.

22. O que as pessoas pensam e dizem varia muito; agora é algo bom, em seguida é algo mau.

23. Portanto, não aceites cegamente o que ouves, nem o rejeites de modo precipitado.

24. Mas, se forem ditas falsidades, retrocede suavemente e arma-te de paciência.

25. Cumpre fielmente, em todas as ocasiões, o que te digo agora:

26. Não deixes que ninguém, com palavras ou atos,

27. Te leve a fazer ou dizer o que não é melhor para ti.

28. Pensa e delibera antes de agir, para que não cometas ações tolas,

29. Porque é próprio de um homem miserável agir e falar impensadamente.

30. Mas faze aquilo que não te trará aflições mais tarde, e que não te causará arrependimento.

31. Não faças nada que sejas incapaz de entender,

32. Mas aprende tudo o que for necessário aprender, e desse modo terás uma vida feliz.

33. Não esqueças de modo algum a saúde do corpo,

34. Mas dá a ele alimento com moderação, o exercício necessário e também repouso à tua mente.

35. O que quero indicar com a palavra moderação é aquilo que não te provocará mal-estar.

36. Acostuma-te a uma vida decente e pura, sem luxúria.

37. Evita todas as coisas que causarão inveja.

38. E não cometas exageros no uso de bens materiais. Vive como alguém que sabe o que é honrado e decente.

39. Não ajas movido pela cobiça ou avareza. É excelente usar a justa medida em todas essas coisas.

40. Faze apenas as coisas que não podem ferir-te, e decide antes de fazê-las.

41. Ao deitares, nunca deixes que o sono se aproxime dos teus olhos cansados,

42. Enquanto não examinares com a tua consciência mais elevada todas as tuas ações do dia.

43. Pergunta:
“Em que errei? Em que agi corretamente? Que dever deixei de cumprir?”

44. Recrimina-te pelos teus erros, alegra-te pelos acertos.

Cada dia da vida é a imagem em miniatura de uma vida inteira. Pela manhã cedo temos a vitalidade de uma criança, e à noite sentimos o cansaço de alguém que é muito velho. A revisão pitagórica nos permite avaliar o carma plantado e o carma colhido durante aquele dia. Desse modo podemos dormir mais completa e profundamente, e com a consciência em paz. O estudante da sabedoria esotérica fica, assim, livre para o aprendizado que ocorre durante o sono do seu corpo físico. Porque, como se sabe, certos sonhos podem ser fonte importante de ensinamento espiritual.

45. Pratica integralmente todas essas recomendações. Medita bem nelas. Tu deves amá-las de todo o coração.

46. São elas que te colocarão no caminho da Virtude Divina,

O termo virtude – areté, em grego – não é algo a ser cultivado superficial ou artificialmente. Areté, explica Platão, é aquela atividade própria e específica de uma determinada coisa ou pessoa. A virtude de uma bicicleta é o movimento, a virtude de um peixe é nadar, e a virtude de um médico é curar. Assim, também, a virtude divina da alma humana é uma característica e uma vocação essencial da parte superior e racional do indivíduo.

47. Eu o juro por aquele que transmitiu às nossas almas o Quaternário Sagrado,

48. A fonte da Natureza, cuja evolução é eterna.

O Quaternário Sagrado é a tétrade ou tetraktys (em grego), o quatro sagrado pelo qual juravam os pitagóricos. “Aquele que transmitiu o Quaternário” é o Mestre, cujo nome se evitava pronunciar em vão.
Geometricamente, a apresentação da tétrade sagrada dos pitagóricos é a seguinte:




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• • •

• • • •


A primeira linha da figura representa a unidade e o divino. A segunda linha, a dualidade e a materialidade. A terceira linha significa a tríade, o eu imortal em evolução, que reúne em si a unidade e a dualidade. E a quarta linha simboliza a tétrade ou perfeição, que expressa a vacuidade e a plenitude. Presente na figura está também a década, ou dez, a soma total dos pontos, que simboliza o cosmo.

49. Nunca comeces uma tarefa antes de pedir a bênção e a ajuda dos deuses.

50. Quando fizeres de tudo isso um hábito,

51. Conhecerás a natureza dos deuses imortais e dos homens,

52. Verás até que ponto vai a diversidade entre os seres, e também aquilo que os reúne em si e os coloca em unidade uns com os outros.

53. Verás então, de acordo com a justiça, que a substância do universo é a mesma em todas as coisas.

“De acordo com a justiça”, isto é, “na medida dos teus méritos”. A palavra justiça, neste caso, significa a lei do carma.

54. Desse modo não desejarás o que não deves desejar, e nada nesse mundo será desconhecido de ti.

A felicidade não consiste em ter o que se deseja, mas em não desejar o que não é adequado. Os desejos pessoais distorcem a realidade e mantêm o ser humano na ignorância.

55. Perceberás também que os homens lançam sobre si mesmos suas próprias desgraças, voluntariamente e por sua livre escolha.

56. Como são infelizes! Não vêem, nem compreendem que o bem deles está a seu lado.

57. Poucos sabem como libertar-se dos seus sofrimentos.

58. Esse é o peso do destino que cega a humanidade.

O peso do destino é o aspecto negativo do carma humano; a carga acumulada de erros cometidos pela humanidade.

59. Como grandes cilindros, os seres humanos rolam para lá e para cá, sempre oprimidos por sofrimentos intermináveis,

60. Porque são acompanhados por uma companheira sombria, a desunião fatal entre eles, que os lança para cima e para baixo sem que percebam.

Um ensinamento central da tradição esotérica é o da unidade e da fraternidade universal de todos os seres. É o primeiro passo para perceber a realidade da vida.

61. Trata, discretamente, de nunca despertar desarmonia, mas foge dela!

É oportuno destacar que há pelo menos dois tipos de união ou harmonia. Existe uma harmonia aparente, mantida como fachada para evitar e reprimir a liberdade e a independência natural dos seres; e há outra harmonia interior, de coração, que é capaz de identificar, respeitar e preservar as diferenças naturais entre os seres.

62. Oh, Grande Zeus(4), pai dos homens, você os livraria de todos os males que os oprimem, se você mostrasse a cada um o Espírito que é seu guia.

O Espírito que guia cada ser humano é o seu próprio eu imortal, também chamado de mônada, atma, ou atma-buddhi.

63. Porém, tu não deves ter medo, porque os homens pertencem a uma raça divina,

De fato, tanto a origem como o destino da nossa humanidade são divinos. Luz no Caminho, um clássico da literatura esotérica, afirma: “A alma humana é imortal e o seu futuro é o futuro de algo cujo crescimento e esplendor não têm limites.”(5)

64. E a natureza sagrada revelará a eles os mistérios mais ocultos.

65. Se ela comunicar a ti os seus segredos, colocarás em prática facilmente todas as coisas que te recomendo.

Quando a disciplina espiritual nos parece difícil, isso ocorre porque ainda não compreendemos bem a realidade da vida. A verdade é que a ausência de disciplina traz dificuldades muito maiores.

66. E ao curar a tua alma a libertarás de todos esses males e sofrimentos.

67. Mas evita as comidas pouco recomendáveis para a purificação

68. E a libertação da alma; usa um claro discernimento em relação a elas, e examina bem todas as coisas,

69. Buscando sempre guiar-te pela compreensão divina que tudo deveria orientar.

70. Assim, quando abandonares teu corpo físico e te elevares no mais puro éter,

O éter é um dos níveis inferiores do akasha, a substância primordial ou luz astral. No contexto específico do verso 70, éter significa o mundo da luz astral, as condições da vida após a morte, que são determinadas pelo carma produzido em vida.

71. Serás divino, imortal, incorruptível, e a morte não terá mais poder sobre ti.

Este verso final simboliza não só o momento em que se alcança a sabedoria em termos gerais, mas também a conquista da libertação espiritual – a condição de um mahatma, um buda, um arhat, um rishi ou imortal. Nesse estágio a alma conhece o nirvana e não tem mais necessidade de renascer.

Notas
(1) Hierocles de Alexandria, filósofo neoplatônico e neopitagórico do século 5 da era cristã, foi aluno de Plutarco de Atenas antes de começar a ensinar filosofia em Alexandria.
(2) Entre as principais versões disponíveis dos Versos estão: Commentaries of Hierocles on the Golden Verses of Pythagoras, Theosophical Publishing House, Londres, 1971; e The Golden Verses of Pythagoras, de Fabre d’Olivet, Samuel Weiser, Inc., Nova York, 1975.
(3) Sócrates, coleção “Os Pensadores”, Nova Cultural, Círculo do Livro, 1996, ver capítulo seis do livro II, pp. 105-108.
(4) Zeus, o deus grego que chefiava o Olimpo. No original em inglês temos Júpiter, o nome romano equivalente ao termo grego Zeus.
(5) Luz no Caminho, de Mabel Collins, Ed. Teosófica, edição de bolso, 111 pp. Ver p. 67.


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Hiperdimensionalidade Parte - I -


Nós vivemos em um espaço com três graus de liberdade diferentes para o movimento: podemos ir à esquerda ou à direita, podemos ir para a frente ou para trás e nós podemos ir acima ou para baixo. Nenhuma outra opção nos é permitida. Todo o movimento que nós fizermos deve ser alguma combinação destes graus de liberdade.

Algum ponto em nosso espaço pode ser alcançado combinando os três tipos possíveis de movimento. Movimentos para cima e para baixo são dificultados para os seres humanos, pois nós somos ligados à superfície da terra pela gravidade. Porém não ‘nada difícil que andemos ao longo da superfície em qualquer lugar não obstruído por objetos. O espaço é mais 3D para um pássaro ou um peixe do que é para nós, pois eles têm muito mais liberdade para subir ou descer.

Duas dimensões requerem somente dois números para especificar a posição de algum ponto. Há dois graus de liberdade no 2D.




Três dimensões requerem três números para especificar a posição de algum ponto. Há três graus de liberdade na nota 3D.




Breve História das idéias na Dimensionalidade.



Euclides de Alexandria (360 a.C. — 295 a.C.) foi um professor, matemático platônico e escritor de origem desconhecida, criador da famosa geometria euclidiana: o espaço euclidiano, imutável, simétrico e geométrico, metáfora do saber na antiguidade clássica, que se manteve incólume no pensamento matemático medieval e renascentista, pois somente nos tempos modernos foram construídos modelos de geometrias não-euclidianas.

Na formulação da Geometria euclideana uma quarta dimensão não foi considerada.

Aristóteles (em grego Αριστοτέλης) nasceu em Estagira, na Calcídica (384 a.C. - 322 a.C.). Filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande, é considerado um dos maiores pensadores de todos os tempos e criador do pensamento lógico.
Foi a primeira pessoa a indicar categoricamente que a quarta dimensão é impossível. Em seu trabalho “No Céu” escreveu: “a linha tem um valor em uma direção; o plano, em duas e no sólido em três. Além destes, não há nenhum outro valor porque todos os três são as possibilidades de magnitudes.”

Claudius Ptolemaeus (Ptolomeu - em grego: Κλαύδιος Πτολεμαῖος; cerca de 83 – 161 d.C.)


Ptolomeu, em seu livro “Na Distância” deu uma “prova” que a quarta dimensão seria impossível. Trace três linhas que sejam mutuamente perpendiculares, sugeriu. Tente extrair uma outra perpendicular da linha a todas estas linhas. É impossível. A quarta linha perpendicular é “inteiramente sem medida e sem definição”. A quarta dimensão é impossível. Esta não é realmente uma prova legitima da não existência da quarta dimensão, mas é meramente uma prova que nós não a podemos visualizar.

Georg Friedrich Bernhard Riemann (Breselenz - 1826 — 1866) foi um matemático alemão, com contribuições fundamentais para a análise e a geometria diferencial, algumas das quais abriram caminho para o desenvolvimento da relatividade geral.



Riemann em 10 de junho de 1854 propôs uma maneira nova de olhar a Geometria em uma palestra famosa. Generalizou a Geometria Euclideana a uma geometria não-Euclideana, permitindo superfícies encurvadas e qualquer número de dimensões mais elevadas. As idéias de Riemann fizeram com que muita gente começasse a pensar sobre dimensões mais elevadas. Foi descoberto que as ramificações da existência em dimensões mais elevadas poderia ser assustadoramente mais complexa do que se imaginava. Se você poderia manipular uma quarta dimensão, ou ainda dimensões mais elevadas, você teria adquirir poderes comparáveis aos dos deuses!


Você poderia andar de tal maneira que nenhuma parede podia pará-lo.

Você pareceria a um observador como que se atravessasse paredes ou das portas.

Você poderia simplesmente alcançar o que quisesse dentro de um armário ou de uma geladeira, sem abrir a porta.

Você poderia tirar um gomo de uma laranja sem descascá-la.

Você poderia fazer uma cirurgia sem necessitar de um corte.

Você poderia desaparecer e reaparecer à vontade.

Você poderia ver pessoas enterradas por uma avalanche.


O método padrão pelo qual se tenta compreender dimensões mais elevadas é o de se imaginar como uma criatura de uma dimensão inferior veria nosso mundo tridimensional. Para esta finalidade os mundos 2D são usados frequentemente. Consideremos um mundo 2D. Para que se prendesse em uma cela um criminoso em tal mundo, um limite circular teria que ser colocado em torno dele. Ao libertar o tal criminoso 2D, tudo o que uma criatura 3D teria que fazer seria retirá-lo por cima deste mundo 2D e recoloca-lo em outra parte. Este procedimento, que é completamente normal em 3D, pareceria fantástico em 2D. Ninguém no mundo 2D compreenderia o que o sentido ascendente (para cima) significa. Os órgãos internos de uma criatura 2D seriam visíveis a nós e nos pereceria trivial alcançar o interior de uma criatura 2D e nele executar uma cirurgia sem cortar sua pele circular. Entender este mundo 2D, conhecido como “Flatland” (Terra Chata), faz-nos ver como somos omnipotentes para uma criatura que lá habitasse. A criatura 2D não pode se esconder de nós e com certeza nos veria como tendo poderes mágicos ou divinos.

Na segunda metade do Século XIX a idéia de uma quarta dimensão tornou-se muito popular. Em 1877, uma experimentação escandalosa em Londres deu notoridade internacional à idéia de extra-dimensões: o mágico e vidente conhecido pelo nome do Henry Slade foi preso por iludir seus clientes. Físicos proeminentes da época vieram em defesa de Slade, que reivindicava que seus feitos paranormais provaram realmente que se poderia chamar espíritos da quarta dimensão. Os detratores disseram que os cientistas, por serem treinados para confiar em seus sentidos, são os piores especialistas possíveis para a avaliação de uma mágico. Para testar objetivamente um mágico ou um “paranormal” você necessita um outro mágico, pois ele saberá quando todos os truques estão sendo feitos.



Flatland

Em 1884 um headmaster em Londres, Edwin Abbott (1838-1926) publicou uma novela satírica chamada “Flatland: Um romance de muitas dimensões “. Este livro trabalha em diversos níveis esboçados abaixo.



Flatland é uma história que pode ser interpretada de diversas maneiras:

(1) é um sátira à sociedade Vitoriana, em um lugar pleno de preconceito sufocado. “Irregulars” (aleijados) são condenados à morte, mulheres não têm nenhum direito e quando o protagonista, o Sr. A. Quadrado, tenta ensinar seus companheiros sobre a terceira dimensão, é preso.

(2) é um trabalho científico. Pensando aproximadamente de A. Dificuldades quadradas em compreender a terceira dimensão, nós tornamo-nos mais capazes de tratar de nossos próprios problemas com a quarta.

(3) num nível mais profundo, nós podemos talvez ver Flatland como a maneira de Abbott falar sobre algumas experiências espirituais intensas.

Flatland (em português “terra plana”) é uma obra publicada em 1884 pelo professor, educador e teólogo inglês Edwin A. Abbott (1838-1926).2 É considerada uma peça magnífica de ficção científica, comparável aos livros de Júlio Verne ou H. G. Wells. Transcrevemos a seguir alguns extratos do livro, como introdução a algumas questões que iremos propor.
No primeiro capítulo, Abbott, na figura de um dos habitantes da Flatland, chamado Um Quadrado, descreve o seu “mundo”: Chamo ao nosso mundo Flatland, não porque nós lhe chamemos assim, mas para o fazer mais compreensível para vós, felizes leitores, que têm o privilégio de viver no Espaço.

Imaginem uma vasta folha de papel na qual Segmentos, Triângulos, Quadrados, Pentágonos, Hexágonos e outras figuras, em vez de ficarem fixas nos seus lugares, se movem livremente, sobre a superfície, mas sem terem a capacidade de se elevar acima ou de mergulharem abaixo dela, muito semelhantes a sombras — embora com substância e lados luminosos —, e terão uma noção bastante correcta do meu país e dos meus compatriotas. Ai de mim!, pois há alguns tempos atrás, eu diria “o meu universo”: mas agora o meu cérebro abriu-se para visões mais elevadas das coisas

No capítulo 3, Abbott descreve mais em pormenor os habitantes do seu mundo e as suas classes: O maior comprimento ou largura de um adulto habitante de Flatland é estimado em cerca de 25 dos vossos centímetros. As Mulheres, na Flatland, são segmentos.

Os soldados e os trabalhadores das classes mais baixas são triângulos isósceles, em que os dois lados iguais medem cerca de 25 cm de comprimento, e a base, ou o terceiro lado, é tão pequeno (não excedendo muitas vezes 1,5 cm), que os dois lados iguais formam um ângulo muito agudo. Na realidade, quando as suas bases são do tipo mais degradado (não chegando a medir mais do que um centímetro), dificilmente se distinguem das mulheres ou segmentos [...]. A classe média é constituída pelos triângulos equiláteros. Os profissionais e os gentlemen, são quadrados (classe da qual faço parte) e pentágonos.
Logo acima vem a nobreza, a qual tem vários graus, começando nos hexágonos, e tendo cada vez um maior número de lados até adquirir o título honorífico de polígonos [...]. Finalmente, quando a figura tem tantos lados, e de comprimento tão pequeno, que não se distingue de uma circunferência, passa a pertencer à ordem religiosa, ou circular, e esta é a classe mais elevada que existe.

É uma lei da natureza, entre nós, que o filho varão tenha mais um lado do que o pai, de tal modo que cada geração suba (em regra) um degrau no caminho do desenvolvimento e da nobreza. Portanto, o filho de um quadrado é um pentágono [...]

Mas esta regra não se aplica sempre aos comerciantes, e ainda menos aos soldados e aos trabalhadores, que na realidade dificilmente se podem chamar figuras humanas, pois não têm todos os lados iguais [...]. Assim, o filho de um triângulo isósceles é um triângulo isósceles.[...]

No capítulo 15, o narrador — Um Quadrado — está a dar uma lição de aritmética aplicada à geometria (plana, está claro!), ao seu neto Hexágono. Explica-lhe que nove quadrados iguais, de lado 3, formam um quadrado com o lado 3 vezes maior, e traduz isso pela igualdade 32 = 9. Então o neto pergunta: “Ensinaste-me o significado das potências de expoente 3 em aritmética; então certamente 33 deve ter também um significado em geometria. Qual é?”. O avô responde-lhe que 33 não tem qualquer significado em geometria e manda o neto deitar-se. É em seguida que sente uma presença estranha na sala onde se encontra, e pouco depois houve uma voz dizer: “33 tem um significado óbvio em geometria!” . Então uma circunferência aparece na sala, vai aumentando de dimensão, e mais tarde irá diminuir até desaparecer. Tratava-se de um habitante do espaço, uma Esfera, que tinha atravessado a Flatland.



Os anos 1890 a 1910 podem ser pensados como os anos dourados da quarta dimensão. As idéias sobre dimensões mais elevadas permeia círculos literários, o garde avant , e os pensamentos do público geral, afetando a arte, a literatura e a filosofia.

Alguns historiadores da arte consideram que a quarta dimensão influenciou crucialmente o desenvolvimento de Cubismo e do Expressionismo no mundo da arte. No detalhe, a quarta dimensão provocou uma reavalição do formulário de uma revolta artística que foi de encontro às leis do perspectiva.

Na arte religiosa medieval é notória a falta deliberada da perspectiva. Estes retratos estavam cheios de pessoas “achatadas”. Esta arte refletiu a visão da igreja de que Deus era onipotente e onisciente e podia conseqüentemente ver todas as partes de nosso mundo igualmente. Não havia nenhuma necessidade da perspectiva, na opinião de um tal Deus. De acordo com a igreja a arte teve que refletir o ponto de vista de Deus. Todas as pinturas tiveram que ser bidimensionais.

Arte da Idade Média: Tapestry De Bayeux



Já a arte do Renascimento reflete uma revolução contra este formulário restritivo da arte. A perspectiva na arte começou a ser muito mais popular.


Leonardo Da Vinci

Arte do Renascimento:

Pintura de: da Vinci ‘A Última Ceia ‘


A Arte Cubista rebela-se contra as limitações que a perspectiva impôs. A arte de Pablo Picasso mostra uma rejeição desobstruída pela perspectiva, com rostos de mulheres vistos simultaneamente de diversos ângulos. As pinturas de Picasso mostram perspectivas múltiplas, como se fossem pintadas por alguém da quarta dimensão, capazes de ver simultaneamente todas as perspectivas.


Arte Cubista:
Pintura de Picasso‘Retrato de Dora Maar ‘




























Entrevista com física Lisa Randall , conhecida por seu importante papel nas pesquisas de Física de Partículas e Cosmologia, realizada por Eduard Punset sobre a realidade da muldimensionalidade








Pesquisa, textos, compilação, editoração e diagramação: Dr. Bernardo de Gregório e
Zoia Petrow
Fonte: Grupo de estudos sobre transição planetária: Cinturão de Fótons.



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Cristo Cósmico em mim reverência Cristo Cósmico em Ti.

Foto Manuel Lücht
Imagem e Arte Zoia Petrow
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