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" Você esta aqui para possibilitar que o propósito divino do universo se revele.

Veja como você é importante! "

Eckhart Tolle


Arrisque... o risco é a unica maneira de você saber se está "realmente" Vivo!!!

Zoia Petrow








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maturidade da mente... confiança!

foto & art-kunst pôr-do-sol Ilhabela-SP by Zoia Petrow e Manu Lücht- september, 02-2009





Atente para as sutilezas que não se dão em palavras.
Compreende o que não se deixa capturar pelo entendimento.

Dentro do coração petrificado do homem 
arde o fogo que derrete o véu de cima abaixo.
Desfeito o véu,
o coração descobre as histórias do Hidr
e todo o saber que vem de nós.

A antiga história de amor
entre a alma e o coração
regressa sempre
em vestes renovadas.

Ao recitares "Sol"  contempla o Sol.
Sempre que recitares "não sou",  contempla a fonte do que És.

Mevlana Jalal ud-Din Rumi




a confiança é a maior inteligência


Porque as pessoas não confiam? Porque elas não confiam na inteligência que possuem. Elas tem medo, tem medo de serem enganadas. Elas têm medo; é por isso que duvidam. A dúvida vem do medo. A dúvida vem de um tipo de insegurança com relação à própria inteligência. Você não é tão seguro que possa confiar e meter-se a ter confiança. 

A confiança precisa de:

  • grande inteligência, 
  • coragem e
  • integridade.
E preciso de uma grande coragem para ter confiança. Se não tem inteligência suficiente, você se protegerá por meio das dúvidas.

Se você tem inteligência, está pronto para enfrentar o desconhecido porque sabe que, mesmo que todo mundo conhecido desapareça e você se veja em meio ao desconhecido, será capaz de colonizá-lo. Será capaz de fazer uma casa ali no desconhecido. Você confia na sua inteligência. A dúvida está de guarda; a inteligência mantém-se aberta, pois ela sabe: "Aconteça o que acontecer, serei capaz de enfrentar o desafio, de responder adequadamente." A mente  medíocre não tem confiança nela mesma. O conhecimento é medíocre.

Estar no estado de não-saber é inteligência, é consciência - e é não-cumulativo. Cada momento que venha a acontecer desaparece, sem deixar nenhum rastro, nenhum rastro existencial. Outro vem depois, outra vez puro, outra vez inocente, outra vez como uma criança.

Não tente entender a vida. Viva-a! Não tente entender o amor. Ame! Entregue-se ao Amor. Então você saberá,  e esse saber virá da sua experiência. esse saber nunca destruirá o mistério: quanto mais você sabe, mais você sabe que ainda há muito para saber.

A vida não é um problema. Olhar para ela como se fosse um problema é dar um passo errado. um passo em falso. A vida é um mistério para ser vivido, amado, conhecido por meio da experiência. Experimente viver!

Na verdade, a mente que está sempre atrás de explicações é uma mente amendrontada. Por causa de grande medo, ela quer que tudo seja explicado. A mente não se envolve com nada antes que tudo seja explicado para ela. Com as explicações, ela sente que o terreno passa a ser familiar, ela já sabe a geografia, já pode andar com o mapa e o guia e a tábua de horários. Ela nunca está pronta para enfrentar um território desconhecido, inexplorado, sem um mapa, sem um guia. Mas a vida é assim, e nenhum mapa é possível porque a vida continua mudando. Mapas são para coisas estagnadas e a vida não é estagnada. Todo momento é AGORA. Não há nada velho sob o sol, digo a você: vida é movimento,  a cada volta da espiral evolutiva: tudo novo... de novo. É um dinamismo tremendo, um movimento absoluto. Só a mudança é permamente, só a mudança nunca muda.

Portanto não peça explicações para o que não é mensurável, isto que chamo de maturidade da mente: quando alguém chega ao ponto de olhar a vida sem perguntas e simplesmente mergulha dentro dela com coragem e destemor.

Confie... tudo corre bem na (im)perfeição da existência.


Osho in o caminho da confiança

revisão e adendos ao texto: Zoia Petrow



coragem de amar... disponível graça... merecemos!!!






bluemoon in 31.12.2009_ foto by Manuel Lücht & kunst-art by Zoia Petrow 
todos os direitos reservados_all rights reserved








Arrisque... o risco é a única maneira de você saber se está realmente vivo.
Zoia Petrow


nem fácil... nem difícil, só natural.

O amor é um estado natural da consciência. Não é nem fácil nem difícil, essas palavras de forma nenhuma se aplicam a ele. Ele não é um esforço; por isso não pode ser fácil nem pode ser difícil. É como respirar! É como as batidas do coração, é como o sangue circulando no nosso corpo.
O amor é o nosso próprio Ser... mas esse amor ficou quase impossível. A sociedade não o permite. A sociedade condiciona você de tal forma que o amor fica impossível e o ódio passa a ser a única coisa possível. Então o ódio é fácil, e o amor não só é difícil como impossível. O homem tem sido deturpado. Ele não pode ser reduzido à escravidão se não for primeiro deturpado. Os políticos e os padres têm participado de uma profunda conspiração ao longo das eras. Eles tem reduzido a humanidade a uma multidão de escravos. Estão destruindo qualquer possibilidade de rebelião no homem - e o amor é uma rebelião, porque o amor ouve só o coração e não dá a mínima para o resto.
O amor é perigoso porque ele faz de você um indivíduo. E o Estado e a Igreja... eles não querem indivíduos, de jeito nenhum. Não querem seres humanos, querem ovelhas. Querem pessoas que só pareçam seres humanos, mas cuja alma tenha sido esmagada de tal maneira, tenha sido danificada a tal ponto, que o estrago pareça quase irremediável.
E a melhor maneira de destruir o homem é destruir sua espontaneidade de amar. Se o homem tiver amor, não poderá haver nações: nações existem por causa do ódio. Os indianos odeiam os paquistaneses e os paquistaneses odeiam os indianos, entre outros... só assim esses países podem existir. Se o amor surgir, as fronteiras desaparecem. Se o amor surgir, então quem será cristão? e quem será judeu? Se o amor surgir, as religiões desaparecerão.
Se o amor surgir, quem irá ao templo? Para que ira? É porque esta faltando amor que você sai em busca de Deus.  Deus não é nada mais do que um substituto para o amor que está faltando. Como você não é bem-aventurado, não esta em paz, não está em êxtase, você está em busca de Deus. Se  a sua vida é uma dança, deus já está no seu coração. O coração amoroso está cheio de Deus. Não há necessidade de mais nenhuma busca, não há necessidade de mais nenhuma prece, não há necessidade de ir a templo nenhum, de procurar padre ou igreja nenhuma.
Por isso o padre... o político, esses dois, são inimigos da humanidade. eles estão conspirando, pois o político quer governar seu corpo e o padre quer governar sua alma. E o segredo é o mesmo: destruir o amor. Então o homem passa a ser nada além de uma vacuidade, de um vazio, uma existência sem sentido. Então você pode fazer o que quiser com a humanidade e ninguém se rebelará, ninguém terá *CORAGEM suficiente para se rebelar.
O amor dá "CORAGEM, o amor leva todo o medo embora --- e eles os opressores dependem do seu medo. Eles criam medo em você, mil e um tipos de medo. Você fica cercado de medos, toda a sua psicologia é cheia de medos. Lá no fundo você esta tremendo. Só na superfície você mantém uma certa fachada; mas... dentro de você existem camadas e camadas de medo.
Um homem cheio de medo só pode odiar --- o ódio é uma consequencia natural do medo. Um homem cheio de medo é também cheio de raiva, e um homem cheio de medo é mais contra a vida do que a favor dela. A morte parece um estado repousante para ele. O homem temeroso é suicida, tem uma visão negativa da vida. A vida lhe parece perigosa, pois viver significa que você terá de amar --- como você poderá viver? Exatamente como o corpo precisa respirar para viver, a alma precisa de amor para viver ( alma é eterna penso quantas almas mortas existem no universo infinito, ai triste... pensar que é real ). E o amor definitivamente está envenenado.
Envenenando a sua energia de amor, eles criaram uma cisão em você, criaram um inimigo dentro de você, dividiram-no em dois.  Eles criam uma guerra civil, e você esta sempre em conflito. E, no conflito, sua energia é dissipada; por isso é sem graça, insípida... falta-lhe inteligência.
O amor aguça a inteligência... o medo a embota!. Quem quer que você seja inteligente? Não aqueles que estão no poder. Como eles podem querer que você seja inteligente? --- porque se for inteligente, você começará a ver toda a estratégia, os jogos que eles fazem ( repare nos emails que você recebe quando de determinadas catástrofes e/ou em épocas de eleições políticas... leia-os agora com outros olhos, mais consciente do jogo, perceba o quanto você pode estar sendo manipulado para pensar deste ou daquele jeito... perceba quem ganha  ou quem perde com o tema apresentado --- sinta... viver com coragem de amar não é jogar --- não é competindo  ou estimulando a competição que você estará no poder sobre o outro, você terá poder , o verdadeiro poder de Ser , quando resgatar a si mesmo: a sua capacidade essêncial de amor ). Eles querem que você seja burro e medíocre. Certamente querem que você seja eficiente no que diz respeito ao trabalho, mas inteligente? não! não inteligente, por isso a humanidade vive seu potencial mínimo.
Os cientistas dizem que o homem comum usa, ao longo de toda vida, só 5% da inteligência. O homem comum, só 5% - e o homem fora do comum? E um Albert Einstein, um Mozart, um Beethoven? Os pesquisadores dizem que mesmo as pessoas muito talentosas não usam mais do que 10%. E aqueles que chamamos de gênios usam só 15%. Pense num mundo em que todos usassem 100% do seu potencial... Então os deuses ficariam enciumados, eles gostariam de nascer na Terra. Então a Terra seria um paraíso, um superparaíso. Do jeito que está agora, ela é um inferno.









Se o homem fosse deixado em paz, em vez de ser envenenado, o amor seria uma coisa simples, muito simples. Não haveria problema nenhum. Seria como a água seguindo a correnteza ou o vapor subindo, as árvores florescendo, os pássaros cantando. Ele seria tão natural e tão espontâneo! 
Mas não deixam o homem em paz. Quando a criança nasce, os opressores já estão prontos para cair em cima dela, para dizimar suas energias, distorcê-las a tal ponto, tão profundamente, que a pessoa nunca terá consciência de que está vivendo uma vida falsa, uma pseudovida, de que não esta vivendo a vida como ela deveria ser vivida, como ela nasceu para viver; não saberá que ela está vivendo algo sintético, plástico, que não é sua verdadeira alma. É por isso que milhões de pessoas estão sofrendo do jeito que estão - elas sentem que estão sendo iludidas, que não são elas mesmas, que algo não está muito certo...
O amor é simples se deixarmos que a criança cresça, se a ajudarmos nesse crescimento de uma forma natural. Se a ajudarmos a ficar em harmonia com a natureza e com ela mesma, se a apoiarmos, cuidarmos dela e a estimularmos, em todos os sentidos, a ser ela mesma, uma luz para si mesma, então o amor será simples. Ela será simplesmente amorosa! O ódio será quase impossível porque, antes que você possa ter ódio de alguém, é necessário primeiro que crie o veneno dentro de si mesmo.
Você só pode dar uma coisa a alguém se você a tiver. Só pode odiar se estiver cheio de ódio. E estar cheio de ódio é estar queimando por dentro. Estar cheio de ódio significa que, antes de mais nada, você está machucando a si mesmo. Antes de poder ferir outra pessoa, você tem que ferir a si próprio. O outro pode não ser ferido, isso dependerá dele. Mas uma coisa é absolutamente certa: antes de poder odiar, você tem que ter sofrido muito. A outra pessoa pode não aceitar ser odiada, ela pode rejeitar seu ódio. Ela pode ser um Buda - pode simplesmente rir do seu ódio. Pode perdoar você, pode não ter reação nenhuma. Talvez você não seja capaz de odiá-la, caso ela não esteja pronta para esboçar qualquer reação. Se você não consegue deixá-la perturbada, o que pode fazer ? Sente-se impotente diante dela.
Portanto, a outra pessoa não vai necessariamente se sentir ferida. Embora uma coisa seja absolutamente certa: se você odeia alguém, primeiro tem de ferir sua própria alma de tantas maneiras, tem que estar tão cheio de veneno que consegue atingir os outros com esse veneno.
O ódio não é natural. O amor é um estado saudável; o ódio é um estado doentio. Assim como a doença não é natural. O ódio acontece só quando você se desvia da natureza, quando já não está em harmonia com a existência, já não está em harmonia com seu próprio ser, com sua essência mais profunda. Então você está doente - psicológica e espiritualmente. O ódio é só um símbolo da doença, e o amor, da saúde, da plenitude e da santidade.
O amor devia ser uma das coisas mais naturais deste mundo, mas não é. Pelo contrário, ele se tornou a coisa mais difícil - quase impossível. Odiar ficou mais fácil; você é treinado, é preparado para odiar. Ser hindu é morrer de ódio dos muçulmanos, dos cristãos, dos judeus; ser cristão é morrer de ódio das outras religiões. Ser nacionalista é morrer de ódio das outras nações. Você só conhece um jeito de amar, que é odiar os outros. Você só consegue mostrar o amor que sente pelo seu país odiando os outros países e só consegue mostrar o amor que sente pela igreja odiando as outras igrejas. Sua vida está uma bagunça.
As assim chamadas religiões continuam a falar de amor e tudo o que elas fazem neste mundo é criar mais e mais ódio. Os cristãos falam de amor e têm criado guerras, cruzadas. Os muçulmanos falam de amor e têm criado jihads, guerras religiosas. Os hindus falam de amor, mas você pode ler nas escrituras desse povo - eles estão cheios de ódio, ódio pelas outras religiões. E nós aceitamos toda essa bobagem! Aceitamos sem demonstrar nenhuma resistência, porque fomos condicionados a aceitar essas coisas, fomos ensinados que as coisas são assim mesmo (como cansa ouvir : Mas sempre foi assim. --- Ah eu sou assim mesmo e não vou mudar) . E então você continua a negar sua própria natureza.
O amor tem sido envenenado, mas não destruído. O veneno pode ser neutralizado, pode ser retirado do seu organismo - você pode ser purificado. Pode vomitar tudo o que a sociedade o forçou a engolir. Pode jogar fora todas as suas crenças e todos os seus condicionamentos - pode se libertar. (E viva a LIBERDADE do Ser --- a verdadeira liberdade) A sociedade não pode fazer de você um escravo para sempre, caso decida ser livre. Chegou a hora de jogar fora todos os padrões obsoletos e começar uma vida nova, uma vida natural, não repressora, uma vida não de renúncia, mas de alegria. Odiar ficará a cada dia mais impossível. O ódio é o pólo oposto do amor, assim como a doença é o pólo oposto da saúde. Mas você não precisa optar pela doença. 
A doença oferece umas poucas vantagens que a saúde não pode oferecer; não se apegue a essas vantagens. O ódio também tem umas poucas vantagens que o amor não tem. E você tem que ser muito observador. A pessoa doente ganha a simpatia de todos; ninguém a fere, todo mundo toma cuidado com o que lhe diz, afinal ela é tão doente! Ela é o centro das atenções, o centro de todo o mundo - da família, dos amigos - passa a ser a pessoa de quem todos falam, uma pessoa importante. Agora, se ela se apegar muito a essa importância, ao fato de seu ego estar satisfeito, ela nunca mais vai querer ser uma pessoa saudável. Ela se agarrará à doença. E os psicólogos dizem que existem muitas pessoas apegadas à doença por causa das vantagens que ela oferece. E essas pessoas investiram tanto tempo nessa doença que se esqueceram completamente de que estão apegadas a ela. Tem medo de que, se ficarem saudáveis, não terão mais ninguém. 
Você ensina isso também. Quando uma criancinha fica doente, toda a família se volta para ela. Isso é absolutamente não-científico. Quando a criança estiver doente, cuide do corpo dela, mas não lhe dê atenção demais. É perigoso, porque ela associa a doença à atenção que você lhe dá... O que fatalmente acontece, se isso se repetir muito. Sempre que a criança fica doente, ela passa a ser o centro das atenções de toda a família: o papai vem, senta-se ao lado dela e pergunta como está se sentindo, o médico é chamado, os vizinhos começam a aparecer, os amigos perguntam e as pessoas trazem presentinhos...
Ela pode ficar apegada demais a isso; essa atenção toda pode agradar de tal modo o seu ego que a criança pode não querer ficar boa de novo. E, se isso acontecer, então será impossível ficar saudável. Nenhum remédio a curará. A pessoa se compromete com a doença. E isso é o que acontece com muitas pessoas, com a maioria. Quando você odeia, seu ego fica satisfeito. O ego só pode existir se você odiar, pois quando odeia você se sente superior, sente-se separado, define-se. Quando odeia, você consegue urna certa identidade. No amor, o ego tem de desaparecer. No amor, você não fica mais separado - o amor o ajuda a se fundir com as outras pessoas. Trata-se de um encontro e de uma fusão.
Se você é muito apegado ao ego, odiar é fácil e amar é muito difícil. Fique alerta, atento: o ódio é a sombra do ego. Para amar é preciso grande CORAGEM. É preciso grande coragem porque requer o sacrifício do ego. Só aqueles que estão prontos para se descorporificar são capazes de amar. Só aqueles que estão prontos para transformar-se em nada, para esvaziar-se completamente de si mesmos, são capazes de receber, do além, o dom de amar.

OSHO  in a Coragem de Amar

Coragem não significa ausência de medo, mas é ela,  a coragem,  é que nos oferece a força e o sabor na anulação do medo imposto... passo a passo... merecemos viver livres para AMAR verdadeiramente. Esta é única graça divina para nossa alegria na existência universal.


Zoia Petrow











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no caminho para as estrelas...

foto& art "Er Sie" by Zoia Petrow & Manu Lücht - all rights reserved


The Impossible Dream...
Elvis Presley
Adaptação tradução: Zoia Petrow

Tornar o sonho impossível

Combater o inimigo imbatível
Suportar uma dor insuportável
Ir aonde os corajosos não se atrevem ir
Corrigir o incorrigível erro
Ser muito melhor do que se "É"
Tentar quando seus(nossos) braços
Estiverem exaustos
Alcançar a inalcançável estrela

Esta é minha(nossa) busca,
Seguir esta estrela
Não importa quão sem esperança
Não importa quão distante

Lutar pelo direito
Sem pergunta ou descanso
Estar disposto a marchar para o inferno
Por uma causa divina
E eu sei (nós sabemos), se somente for sincero (formos sinceros)
Para esta gloriosa busca
Que meu(nosso) coração
ficará em paz e calmo
Quando eu morrer (nós partirmos)
Para meu(nosso) descanso
E o mundo seria melhor por isso

Que um homem desprezado
E coberto de cicatrizes
Ainda luta com o que
resta de sua coragem
Para alcançar a inalcançável estrela

Sirius Star A and B - imagem: NASA, ESA Credit: G. Bacon (STScI)

O Cristo Cósmico









por Bernardo de Gregório
fonte: Grupo Cinturão de Fótons



"A Verdade, A Beleza e O Bem
São as maiores dádivas que podem nos oferecer
O Pensar, O Sentir e O Querer"

Rudolf Steiner


O aspecto Crístico não é apenas aquele trazido por Jesus, mas aquele que, nessa fase tão importante que o Planeta está vivendo, será marcado em cada um de nós que nos auto-aprimorarmos nessa fase de transição planetária. O despertar do Cristo interno é uma meta que tem sido almejada por seres aqui na Terra desde os primórdios das civilizações e, sob este prisma, Cristo é a irradiação de mundos mais sutis para o mundo físico. O Impulso Crístico se faz presente então em nosso corpo no coração, no chakra cardíaco, sede de todos os nossos sentimentos mais elevados e propriamente humanos. No chakra cardíaco, representado pela cor verde ou pela cor rosa, o Impulso Crístico se manifesta como vibração em quatro planos possíveis: o físico, o etérico, o astral e o Espiritual. Apenas no plano Espiritual é que o verdadeiro Impulso Crístico se revela como o Amor Crístico. O Amor Crístico tem uma natureza: sua natureza é ser incondicional. Não há troca, não há expectativa, não há aspectos pessoais envolvidos, não há sentimento de posse. Qualquer amor em que haja troca não é Amor Crístico. O Amor Crístico se dá sem absolutamente nada desejar receber. No entanto, quando falamos que ele é incondicional, estamos referindo ao fato de que ele não pede nada para se doar, não cobra nada, não deseja prêmio. Ele é incondicional nesse sentido, no entanto, tem algumas condições, mas não relacionadas a barganha, a troca. A condição do amor incondicional é, em primeiro lugar, a Justiça. Existem leis na vida que, mesmo que ninguém aqui, na Terra, obedeça isso não invalida as leis, isso não as torna injustas; mas essas leis de Justiça Cósmica quem quer que tenha manifestado em si o Amor Crístico precisará necessariamente manifestá-las. Ou melhor: é o próprio Amor Crístico que nos revela estas leis de Justiça Espiritual de forma inequívoca e dissociada de toda moral dada.

O chamado Impulso Crístico existe no Universo desde sua criação e destacou-se da figura de Deus-Pai já nos primeiros momentos desta existência. Vindo de Deus-Pai o Espírito Crístico tornou-se o Deus-Filho e sobre Ele ergueu-se todo o Universo material por nós conhecido como Universo-Filho. Unindo Deus-Pai e Deus-Filho há o chamado Espírito Santo, ou a também conhecida porção feminina de Deus, a Deusa-Mãe, chamada no Judaísmo de Shekinah e no Cristianismo de Sophia. Eis a Santíssima Trindade. Numa descendência contínua desde a criação, o Espírito Crístico sacrificou sua própria essência divina para criar o Universo-Filho. Muito mais tarde, é também o Espírito Crístico que orientou a evolução das espécies e que, como quem molda o barro, criou um corpo material capaz de aceitar o Espírito Humano em si. É este mesmo Espírito Cristico que conduziu a Humanidade em seus momentos mais críticos e inspirou todos os profetas e avatares. No auge de sua descendência desde Deus-pai até a matéria, o Espírito Crístico finalmente encarnou num corpo físico, usando como veículo para tal o corpo e a alma de Jesus Nazareno, seu maior e mais perfeito avatar. A esta altura, Jesus Nazareno estava com 30 anos de idade e provavelmente esta encanação do Espírito Crístico se deu no batismo no Rio Jordão. Deste momento até o fim do período do fenômeno da dualidade Jesus-Cristo, tudo o que a ocorreu com Jesus Nazareno foi uma influência direta do Espírito Crístico sobre si. Esta dualidade Jesus-Cristo teve seu fim no Mistério do Golgotha, com a morte de Jesus Nazareno na cruz; porém, de toda forma, esta junção metafísica de um Deus a um humano, não poderia mesmo ser sustentada por muito mais do que 3 anos. Três dias mais tarde, no fenômeno na ressurreição, apenas o Espírito Crístico ressurgiu sobrevivendo à morte, apresentando-se sob forma etérica pura aos apóstolos e não mais associado a Jesus Nazareno.

A partir então, desde o início do Século I, o Espírito Crístico iniciou uma ascensão da matéria de volta à comunhão com o Espírito de Deus-Pai. A inversão da descendência do Espírito Crístico por sua ascendência deu-se na encarnação na matéria, mais especificamente no Mistério do Golgotha, por volta do ano 30 da Era Cristã. A existência do Cristo no corpo etérico da Humanidade passou a ser fato por aproximadamente 2 mil anos. Atualmente, no entanto, continuando seu processo de ascensão, o Espírito Crístico está deixando a esfera etérica e adentrando a esfera astral do planeta, causando todas as modificações das quais estamos sendo testemunhas. Com esta passagem do Espírito Crístico do mundo etérico para o mundo astral, é exigido da Humanidade que desenvolva por conta própria, e não mais a partir de Cristo, uma Consciência Espiritual independente, ou seja, uma “Alma da Consciência”. Desenvolver esta Alma da Consciência significa desenvolver em cada um de nós uma noção ética independente das tradições morais previamente estabelecidas e totalmente embasada na noção de Amor Crístico e de Justiça Cósmica. A via para se atingir este novo degrau evolutivo é a “empatia”: capacidade absolutamente humana de conseguir se colocar no lugar do Outro, a ponto de nos esquecermos por uns instantes de nós mesmos e conseguirmos sentir como o Outro percebe sua própria vida, a nós mesmos e a toda existência. Resumidamente, atingir a Alma da Consciência é exatamente “amar ao próximo como a si mesmo”.





Quem terá visto algo que em realidade existe, mas não se manifesta?
Quem terá visto o que se manifesta no coração, mas não repousa nos lábios?
Quem terá visto aquele que é a realidade do mundo, mas não se encontra no mundo?
Quem terá visto na existência e na não-existência uma tal não-existência?

Mevlana Jalal ud-Din Rumi








Para saber mais:


Fonte: Grupo de estudos transição planetária: Cinturão de Fotons

passagem...

Por: Bernardo de Gregório
Formatação Imagens : Zoia Petrow
Fonte: Grupo de Estudos Cinturão de Fotons
copyright ©2003-2010-todos os direitos reservados






Texto: Dr. Bernardo de Gregório


Imagens da internet e formatação: Zoia Petrow


Nunca mais existirá um outro VOCÊ.


por Yehud Berg




Alguns se acham superiores aos demais, enquanto que outros se acham inferiores. A verdade é que todos nós temos um propósito único neste mundo. A chave é não nos vermos acima ou abaixo de quem quer que seja.

Todos temos importância.


Desfrute de seu lugar no mundo.


Nunca mais existirá um outro

VOCÊ!!!







perguntas que não calam...

A mais nobre alegria dos homens que pensam é explorar o concébivel e reverenciar o incognoscível.  





 crop circles - Windmill Hill, Avebury, Wiltshire - Inglaterra em 06 de Agosto de 2009
 Foto de Philippe Ulles

Por Rudolf Lanz
Transcendendo a sua própria individualidade, o homem especula sobre o destino da humanidade. Surge o problema da evolução e, com ele, o da criação e da morte. Voltando a si próprio, ele procura em vão uma explicação para a essência da sua própria personalidade, dos valores espirituais. A filosofia moderna ensina-lhe que a "realidade" e a "verdade" são outras tantas ilusões. Tudo é relativo, incerto, incognoscível. A moral e os impulsos sociais perdem seus fundamentos.
Tudo isso não fica no domínio da teoria e da especulação. Ao redor de si o homem vê o caos social, a impossibilidade de harmonizar o campo econômico, de disciplinar a política. Desmoronam-se os velhos pilares da vida em comum: família, autoridade, matrimônio, educação, religião, governo, etc., e uma juventude sem ideais, desiludida, "transviada", apresenta contas à geração dos seus pais, que lhe deixou tal herança.
De onde vem essa situação caótica?
 As velhas religiões não souberam resistir ao impacto do racionalismo (Voltaire, Diderot) e da ciência (Darwin, Haeckel, Huxley, etc.). As respostas dadas pelas religiões às "perguntas eternas" deixaram de ter seu valor e sua força. O homem moderno não quer fé nem crença; ele procura fatos e certezas.
A filosofia desde há muito tem perdido o contacto com a realidade humana e social. Os seus maravilhosos sistemas do passado não falavam ao coração do homem. Seus ideais e seus edifícios espirituais, sublimes obras de alguns gênios privilegiados, constituíam torres de marfim cuja aparente irrealidade contrastava vivamente com o império das ciências que passaram a revolucionar o pensamento do homem, desde as suas tímidas manifestações no fim da Idade Média.
 
Woodborough Hill Alton Barnes Wiltshire Inglaterra em 22.07.2009

Começou então a era das ciências. Quanto orgulho encontramos na famosa resposta do astrônomo Laplace ao Imperador Napoleão, ao qual expusera a sua teoria cosmogônica, e que lhe perguntou onde havia nesse sistema um lugar para Deus: "Sire, je n'ai pas bésoin de cette hypothèse". Mas a ciência trilhou um caminho que também a afastou gradativamente da "realidade". Reduzindo todas as qualidades a quantidades, exprimindo fenômenos sensíveis e "reais" por leis e números, ela satisfez o pendor do homem de procurar compreender racionalmente o mundo; mas esse mesmo mundo ficou privado das suas "qualidades" que apelam aos sentidos e aos sentimentos.
Vejamos a hipótese grotesca de um indivíduo que consulta os catedráticos (hoje "professores titulares") de uma universidade sobre o que lhe parece serem os mais altos valores humanos: as obras de arte, os ideais da religião e da moral.
O antropólogo ou sociólogo lhe explicará que se trata de manifestações da psique, de projeções e sublimações de caráter anímico. Consultando em seguida o psicólogo sobre o que seria essa psique, essa alma do homem, o nosso estudioso aprenderá que a "alma", se é que existe, é condicionada por fatores fisiológicos como a libido, ou por substâncias biológicas como os hormônios, etc. Depressa o nosso curioso correrá ao catedrático de biologia para saber algo mais sobre a vida e suas manifestações. Este, conhecendo as últimas descobertas da bioquímica, responderá: "A vida é um conjunto de estados e funções de certos agrupamentos moleculares, de forma e estrutura definidas (ácido desoxiribonucléico, etc). A vida e suas manifestações? Uma série de reações químicas de substâncias simples, conhecidíssimas! Próximo ao desespero, o nosso homem irá ver o professor de química, se for honesto, lhe dirá: "Meu caro amigo, eu lhe posso descrever as propriedades dos elementos, mas na realidade não sei o que é a matéria. Vá ver o meu colega do departamento de física atômica". E, se não perdeu todas as esperanças, o nosso amigo as perderá desta vez. Com efeito, sua pergunta "o que é a matéria" merecerá apenas um sorriso irônico: "A matéria não existe. Ela é uma hipótese de trabalho. Tudo se reduz a partículas que podem ter características de massa, ou de carga elétrica, e de velocidade; mas na realidade não se trata bem de corpúsculos - nós inventamos essa imagem para maior comodidade, mas na realidade, não sabemos nada. Tudo se passa de acordo com certas fórmulas matemáticas, que contém até elementos sem significado para nossos sentidos". Mas esse "tudo" . . . "é nada".
 Knighton Hill, Wayland Smithy, Oxfordshire Inglaterra em 29/08/2009
Foto Steve Alexander
E se o essa pessoa insistir, aprenderá ainda que o tempo é relativo, que o espaço (que ele imaginava como uma espécie de meio vazio no qual se encontram os objetos) é curvo e finito, embora ilimitado, e que a lei do determinismo (casualidade), base de todos os seus raciocínios anteriores, não é válida no reino de fenômenos muito pequenos (fótons, por ex.), constituindo no mundo "tangível" apenas uma lei estatística. Finalmente, ele saberá que no domínio do infinitamente pequeno a observação "objetiva" é impossível, porque o observador, pelo próprio fato de observar com os instrumentos apropriados, falseia os resultados observados . . .

Texto extraído do livro Noções Básicas de Antroposofia

Aceite você... profunda e integralmente!


Imagens das obras de Maurits Cornelis Escher " O Mago da Geometria"
Sei das tuas tensões, dos teus vazios e da tua inquietude. Sei da luta que tens travado à procura de Paz. Sei também de suas dificuldades para alcançá-la. Sei das tuas quedas, dos teus propósitos não cumpridos, das tuas vacilações e dos teus desânimos.
Eu te compreendo…


Imagino o quanto tens tentado para resolver as tuas preocupações profissionais, familiares, afetivas, financeiras e sociais. Imagino que o mundo, de vez em quando, parece-te um grande peso que te sentes obrigado a carregar. E tantas vezes, sem medir esforços. Eu conheço as tuas dúvidas, as dúvidas da natureza humana. Percebo como te sentes pequeno quando teus sonhos acalentados vão por terra, quando tuas expectativas não são correspondidas. E essas inseguranças com o amanhã? E aquela inquietação atroz em não saberes se amanhã as pessoas que hoje te rodeiam ainda estarão contigo? De não saberes se reconhecerão o teu trabalho, se reconhecerão o teu esforço. E, por tudo isto, sofres, e te sentes como um barco sozinho num mar imenso e agitado. E não ignoro que, muitas vezes, sentes uma profunda carência de amor. Quantas vezes pensaste em resolver definitivamente os teus conflitos no trabalho ou em casa. E nem sempre encontraste a receptividade esperada ou não tiveste força para encaminhar a tua proposta. Eu sei o quanto te dói os teus limites humanos e o quanto às vezes te parece difícil uma harmonia íntima. E não poucas vezes, a descrença toma conta do teu coração. Eu te compreendo… Compreendo até tuas mágoas, a tristeza pelo que te fizeram, a tristeza pela incompreensão que te dispensaram, pelas ingratidões, pelas ofensas, pelas palavras rudes que recebeste. Compreendo até as tuas saudades e lembranças. Saudade daqueles que se afastaram de ti, saudade dos teus tempos felizes, saudade daquilo que não volta nunca mais…
E os teus medos?

Medo de perderes o que possuis, medo de não seres bom para aqueles que te cercam, medo de não agradares devidamente às pessoas, medo de não dares conta, medo de que descubram o teu íntimo, medo de que alguém descubra as tuas verdades e as tuas mentiras, medo de não conseguires realizar o que planejaste, medo de expressares os teus sentimentos, medo de que te interpretem mal. Eu compreendo esses e todos os outros medos que tens dentro de ti. Sou capaz de entender também os teus remorsos, as faltas que cometeste, o sentimento de culpa pelos pequenos ou grandes erros que praticaste na sua vida. E sei que, por causa de tudo isso, às vezes te encontras num profundo sentimento de solidão. É quando as coisas perdem a cor, perdem o gosto e te vês envolto numa fina camada de indiferença pela vida. Refiro-me àquela tua sensação de isolamento, como se o mundo inteiro fosse indiferente às tuas necessidades e ao teu cansaço. E nesse estado és envolvido pelo tédio e cada ação ou obrigação exige de ti um grande esforço. Sei até das tuas sensações de estares acorrentado, preso, preso às normas, aos padrões estabelecidos, às rotineiras obrigações: “Eu gostaria de… mas eu tenho que trabalhar, tenho que ajudar, tenho que cuidar de, tenho que resolver, tenho que!…”. Eu te compreendo… Compreendo os teus sacrifícios. E a quantas coisas tens renunciado, de quantos anseios tens aberto mão! … E sempre acham que é pouco… Pouca coisa tens feito por ti e tua vida, quase toda ela, tem sido afinal dedicada a satisfazer outras pessoas. Sei do teu esforço em ajudar às outras pessoas e sei que isso é a semente de tuas decepções. Sei que, nas tuas horas mais amargas, até a revolta aflora em teu coração. Revolta com a injustiça do mundo, revolta com a falsidade de muitos, com a repressão social e com a desonestidade. Por tudo isso, carregas um grau excessivo de tensões, de angústia e de ansiedade. Sonhas com uma vida melhor, mais calma, mais significativa. Sei também que tens belos planos para o amanhã.

Sei que queres apenas um pouco de segurança, seja financeira ou emocional, e sei que lutas por ela. Mas, mesmo assim, tuas tensões continuam presentes. E tu percebes estas tensões nas tuas insônias ou no sono excessivo, na ausência de fome ou na fome excessiva, na ausência de desejo para o sexo ou no desejo sexual excessivo. O fato é que carregas e acumulas tensões sobre tensões: tensões no trabalho, nas exigências e autoritarismos de alguns, nas condições inadequadas de salário e na inexistência de motivação, nos ambientes tóxicos das empresas, na inveja dos colegas, no que dizem por trás. Tensões na família, nas dependências devoradoras dos que habitam a mesma casa; nos conflitos e brigas constantes, onde todos querem ter razão; no desrespeito à tua individualidade, no controle e cobrança das tuas ações.
Eu te compreendo, e te compreendo mesmo. E apesar de compreender-te totalmente, quero dizer-te algo muito importante. Escuta agora com o coração o que vou te dizer: eu te compreendo, mas não te apoio! Tu és o único responsável por todos estes sentimentos. A vida te foi dada de graça e existem em ti remédios para todos os teus males. Se, no entanto, preferes a autocomiseração ao invés de mobilizares as tuas energias interiores, então nada posso te oferecer. Se preferes sonhar com um mundo perfeito, ao invés de te defrontares com os limites de um mundo falho e humano, nada posso te oferecer.

Se preferes lamentar o teu passado e encontrar nele desculpas para a tua falta de vontade de crescer; se optastes por tentar controlar o futuro, o que jamais controlarás com todas as suas incertezas; se resolveste responsabilizar as pessoas que te rodeiam pela tua incompetência em tratar com os aspectos negativos delas, em nada posso te ajudar. Se trocaste o auto apoio pelo apoio e reconhecimento do teu ambiente, então nada posso te oferecer. Se queres ter razão em tudo que pensas; se queres obter piedade pelo que sentes; se queres a aprovação integral em tudo que fazes; se escolhestes abrir mão de tua própria vida, em nome do falso amor, para comprares o reconhecimento dos outros, através de renúncias e sacrifícios, nada posso te oferecer. Se entendeste mal a regra máxima “Amar ao próximo como a ti mesmo”, esquecendo-te de amar a ti mesmo, em nada posso te ajudar.


Se não tens um mínimo de coragem para estar com teus próprios sentimentos, sejam agradáveis ou dolorosos; se não tens um mínimo de humildade para te perdoares pelas tuas imperfeições; se desejas impressionar os outros e angariar a simpatia para os teus sofrimentos; se não sabes pedir ajuda e aprender com os que sabem mais do que tu; se preferes sonhar, ao invés de viver, ignorando que a vida é feita de altos e baixos, nada posso te oferecer. Se achas que pelo teu desespero as coisas acontecerão magicamente, se usas a imperfeição do mundo para justificar as tuas imperfeições; se queres ser onipotente, quando de fato és simplesmente humano; se preferes proteção à tua própria liberdade; se interiorizaste em ti desejos torturadores; se deixaste imprimirem-se em tua mente venenosas ordens de : “Apressa-te!”, “Não erres nunca!”, “Agrade sempre!”; se escolheste atender às expectativas de todas as pessoas; se és incapaz de dar um não quando necessário, em nada posso te ajudar.

Se pensas ser possível controlar o que os outros pensam de ti; se pensas ser possível controlar o que os outros sentem a teu respeito; se pensas ser possível controlar o que os outros fazem; se queres acreditar que existe segurança fora de ti, repito: Eu te compreendo mas, em nome do verdadeiro Amor, jamais poderia apoiar-te! Se recusas buscar no âmago do teu ser respostas para os teus descaminhos, se dás pouca importância a teus sussurros interiores; se esqueceste a unidade intrínseca dos opostos em nossa vida terrena; se preferes o fácil e abandonaste a paciência para o Caminho; se fechaste teus ouvidos ao chamado do retorno; se perdeste a confiança a ponto de não poderes entregar tua vida à vontade onipotente de Deus; se não quiseste ver a Luz que vem do Leste; se não consegues encontrar no íntimo das coisas aquele ponto seguro de equilíbrio no meio de todas as tormentas e vicissitudes; se não aceitas a tua vocação de Viajante com todos os imprevistos e acidentes da Jornada; se não queres usar o tempo, o erro, a queda e a morte como teus aliados de crescimento, realmente nada posso fazer por ti.

Se aspiras obter proteção quando o que precisas é Liberdade; se não descobriste que a verdadeira Liberdade e a autêntica Segurança são interiores; se não sabes transformar a frase “Eu tenho que…” na frase “Eu quero!”; se queres deixar que o fantasma do passado continue a fechar seus olhos para a infinidade do teu aqui e agora; se queres que o fantasma do futuro te coloque em posição de luta com o que ainda não aconteceu e, provavelmente, não chegará a acontecer; se optaste por tratar a ti mesmo como a um inimigo; se te falta capacidade para ver a ti mesmo como alguém que merece da tua própria parte os maiores cuidados e a maior ternura; se não te tratas como sendo a semente do próprio Deus; se desejas usar teus belos planos de mudar, de crescer, de realizar, como instrumentos de auto-tortura; se achas que é o amor ao apego que cultivas pelos teus parentes e amigos; se queres ignorar, em nome da seriedade e da responsabilidade, a criança brincalhona que habita em ti; se alimentas a vergonha de te enternecer diante de uma flor ou de um por do sol; se através da lamentação recusas a vida como dádiva e como graça, não posso te apoiar.
Mas, se apesar de todo o sono, queres despertar; se apesar de todo o cansaço, queres caminhar; se apesar de todo o medo, queres tentar, se apesar de toda a acomodação e descrença, queres mudar, aceita então esta proposta para a tua Felicidade: A raiz de todas as tuas dificuldades são teus pensamentos negativos. São eles que te levam para as dores das lembranças do passado e para a inquietação do futuro. São esses pensamentos que te afastam da experiência de contato com teu próprio corpo, com o teu presente, com o teu aqui e agora e, portanto, distanciando-te de teu próprio coração. 
Tens presente agora as tuas emoções?
Tens presente agora o fluxo da tua respiração?
Tens presente agora a batida do teu coração?
Tens agora a consciência do teu próprio corpo?
Este é o passo primordial. Teu corpo é concreto, real, presente, e é nele que o sofrimento deságua e é a partir dele que se inicia a caminhada para a Alegria.

Somente através dele se encaminha o retorno à Paz. Jamais resolverás os teus problemas somente pensando neles. Começa do mais próximo, começa pelo corpo. Através dele chegarás ao teu centro, ao teu vazio, àquele lugar onde a semente germina. Através da consciência corporal, galgarás caminhos jamais vistos, entrarás em contato com os teus sentimentos, perceberás o mundo tal como é e agirás de acordo com a naturalidade da vida. Assume o teu corpo e os teus sentimentos, por mais dolorosos que sejam; assume e observa-os, simplesmente observa-os. Não tentes mudar nada, sê apenas a tua dor.

Presta atenção, não negues a tua dor.

Para que fingir estar alegre se estás triste?
Para que fingir coragem se estás com medo?
Para que fingir amor se estás com ódio?

Para que fingir paz se estás angustiado?
Não lutes contra teus sentimentos, fica do teu próprio lado, deixa a dor acontecer, como deixas acontecer os bons momentos.
Pára, deixa que as coisas sejam exatamente como são.
Entra nos teus sentimentos sem os julgar, não fujas deles, não os evite, não queira resolvê-los escapando deles – depois terás de te encontrar com eles novamente, é apenas um adiamento, uma prorrogação. Torna-te presente, por mais que te doa. E, se assim fizeres, algo de muito belo acontecerá! Assim como a noite veio, ela também se irá e então testemunharás o nascer do dia, pois à noite o sol escurece até a meia-noite e, a partir daí, começa um novo dia. Se assim fizeres, poderei dizer-te então que: Eu te compreendo e que, assim, tens todo o meu apoio! E verás com muita alegria que, justamente agora, já não precisas mais do meu apoio, pois o foste buscar dentro de ti e o encontraste dentro da tua própria dor!
A CAUSA É INTERIOR!
O homem traz a semente de sua vida dentro de si mesmo. O que quer que lhe aconteça, acontece por sua própria causa. As causas externas são secundárias; as causas internas são as principais.

Texto compartilhado pela amiga de Luz Vanessa- Gratidão!


Cristo Cósmico em mim reverência Cristo Cósmico em Ti.

Foto Manuel Lücht
Imagem e Arte Zoia Petrow
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