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" Você esta aqui para possibilitar que o propósito divino do universo se revele.

Veja como você é importante! "

Eckhart Tolle


Arrisque... o risco é a unica maneira de você saber se está "realmente" Vivo!!!

Zoia Petrow








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I - felicidade...


O bem da humanidade deve consistir em que cada um goze o máximo de felicidade que possa, sem diminuir a felicidade dos outros.

Aldous Leonard Huxley

REFLEXÕES SOBRE A FELICIDADE

Pierre Thaillard de Chardin
tradução de Alaíde Inah González
pesquisa e revisão Zoia Petrow


Assim como no mundo da matéria mecanizada, todos os corpos obedecem às leis de uma gravitação universal, também, no mundo da matéria vitalizada, todos os seres organizados, mesmo os mais inferiores, orientam-se e deslocam-se na direção que lhes traga o máximo de bem-estar.

Tratar a respeito da felicidade deveria, pois, ser a mais fácil das tarefas para um conferencista. Um ser vivo, falando a outros seres vivos, não estaria seguro de dirigir-se apenas a convictos e iniciados? Bem mais delicada e complexa se revela, na experiência, a tarefa que empreendo, hoje, diante de vós.

Como todos os demais seres animados, sem dúvida, o Homem deseja, essencialmente, ser feliz. Mas essa exigência fundamental toma, nele, uma forma complexa e nova. O Homem, com efeito, não é apenas um ser vivo mais sensível e mais vibrante que os outros. Ora, esse dom da reflexão traz consigo duas propriedades indubitáveis, quero dizer, a percepção do possível e a percepção do futuro, duplo poder cuja aparição basta para lançar a dúvida e a dispersão na escalada, tão coerente e límpida, até então, da vida. A percepção do possível e a percepção do futuro, uma e outra se conjugam para tornar inexauríveis e para dispersar, em todo sentido, tanto nossos temores como nossas esperanças… Onde o animal não parece encontrar dificuldades para avançar, infalivelmente, em direção ao que possa satisfazê-lo, o Homem, este, vê, a cada passo e em cada direção, um problema, para o qual não cessou desde que é Homem, de buscar, sem sucesso, uma solução definitiva e universal.

“De vita beata” , como diziam já os antigos, Que é a felicidade?

Sobre esse assunto, os livros, as pesquisas, as experiências individuais e coletivas se sucedem, pateticamente, desde séculos, sem chegar à unanimidade. E, ao fim das contas, para muitos de nós, a conclusão prática de todos esses debates é a de que vão pesquisar mais. Ou bem o problema é insolúvel: não existe verdadeira felicidade neste mundo. Ou bem ele comporta apenas uma infinidade de soluções particulares: é indeterminado. Ser feliz: assunto de apreciação pessoal. Vós gostais de vinho e da boa carne. Eu prefiro os automóveis, a poesia ou a beneficência: “A cada um, seus gostos, e a cada um, sua chance”. Eis o que certamente ouvistes dizer muitas vezes: e eis, talvez, também, um pouco do que pensais.

É diretamente contra esse ceticismo relativista, e finalmente pessimista de nossos contemporâneos, que me proponho ir, esta noite, mostrando-vos que, mesmo para o Homem, a direção geral da felicidade não é, absolutamente, tão equivoca como querem apresentá-la, já que, todavia, limitando nossa “enquête” à procura das alegrias essenciais, nós nos apoiamos, em nossa pesquisa, nos ensinamentos da Ciência e da Biologia.

Já que não posso, infelizmente, dar-vos a felicidade, possa ao menos vos ajudar a encontrá-la. Duas partes formarão esta exposição.

Na primeira, sobretudo teórica, tentaremos definir juntos, qual a melhor estrada que conduz à felicidade humana. Na segunda, que servirá de conclusão, nós nos perguntaremos como conformar nossas vidas individuais a esses eixos gerais do tornar-se feliz.


I - os eixos teóricos da felicidade



Na origem do problema: Três atitudes diferentes em face da vida

A fim de melhor compreender como se coloca, para nós, o problema da felicidade, e porque, diante dele, somos levados a hesitar, é indispensável, para começar, fazer uma síntese, isto é, distinguir três atitudes iniciais, fundamentais adotadas, de fato, pelos homens em face da Vida. Guiemo-nos, se o preferirdes, por uma comparação.

Suponhamos alguns excursionistas que hajam partido para a escalada de um cume difícil; e consideremos seu grupo algumas horas depois da partida. Nesse momento, podemos imaginar que a equipe se divida em três espécies de elementos. Uns lamentam haver deixado o abrigo. O cansaço, os perigos lhes parecem em desproporção com o interesse do sucesso. Decidem voltar atrás.

Os outros não estão aborrecidos por haverem partido. O sol brilha, a vista é bela. Mas por que subir mais alto? Não seria melhor apreciar a montanha dali onde se encontram, em plena planície, ou em pleno bosque? E eles se estendem sobre a relva, ou exploram os arredores, esperando a hora do piquenique.

Outros enfim, os verdadeiros alpinistas, não afastam seus olhos dos cumes que juraram atingir. E tornam a partir para frente.

Os cansados; os “bon vivants”; os ardentes. Três tipos de Homens que trazemos em germe, cada um no fundo de nós mesmos, e entre os quais, de fato, a Humanidade, ao nosso redor, se divide, desde sempre.

1 – Os cansados (ou os pessimistas), primeiramente.


Para esta primeira categoria de homens, a existência é um erro ou um engano. Nós nos engajamos mal, e, em decorrência, procuramos, o mais habilmente possível, sair do jogo.

Levada ao extremo e sistematizada em doutrina erudita, essa atitude conduz à sabedoria hindu, para quem o Universo é uma ilusão e uma cadeia, ou a um pessimismo “shopenhauriano”.

Mas sob uma forma atenuada e comum, a mesma disposição aparece e se trai em uma quantidade de julgamentos práticos que conheceis muito bem. “Por que pesquisar?”… Por que não deixar os selvagens na sua selvageria e os ignorantes na sua ignorância? Por que a Ciência e por que a Máquina? Não estamos melhor deitados que em pé? Mortos que deitados? Tudo isso leva a concluir, ao menos implicitamente, que é preferível ser menos que ser mais, e que o melhor mesmo seria não ser, absolutamente.

2 – Os “bon vivants” (ou os hedonistas) em seguida.

Para os homens dessa segunda espécie, é preferível, certamente, ser a não ser. Mas “ser”, tomemos cuidado, toma, então um sentido muito particular. Ser, viver, para os discípulos dessa escola, não é agir, mas fartar-se do instante presente. Gozar cada momento e cada coisa, ciumentamente, sem nada deixar perder, e, sobretudo, sem se preocupar em mudar de plano: nisso consiste a sabedoria. Que venha a saciedade, nós nos volveremos sobre a relva, estiraremos as pernas, mudaremos de ponto de vista; e, ao fazer isso, além do mais, não nos privaremos de descer. Mas, para e sobre o futuro, não arriscaremos nada, a menos que, por um excesso de refinamento, nós nos intoxiquemos em usufruir o risco por ele mesmo, seja para experimentar o frêmito de ousar ou para sentir o arrepio de ter medo.

Assim nós nos representamos, de uma forma simplista, o antigo hedonismo pagão da escola de Epicuro. Tal era, em todo caso, não há muito tempo, nos círculos literários a tendência de um Paul Morand, ou a de um Montherlant, ou, muito mais sutil, a de um Gide (aquele de Nourritures Terrestres), para quem o ideal da vida é beber sem jamais estancar sua sede (mas antes de maneira a aumentá-la), nunca com a idéia de retomar forças, mas pelo cuidado de estar pronto a se curvar, sempre mais avidamente, sobre toda fonte nova.

3 – Os ardentes, finalmente.

Quero dizer, aqueles para quem viver é uma ascensão e uma descoberta. Não somente para os homens que formam essa terceira categoria é preferível ser a não ser, mas ainda é sempre possível, e unicamente interessante, tornar-se mais. Aos olhos desses conquistadores possuídos pela aventura, o ser é inesgotável, não à maneira gideana, como um cristal de facetas inumeráveis, que podemos voltar em todos os sentidos sem nos cansarmos, mas como uma fonte de calor e de luz, da qual nos podemos aproximar sempre mais. Podemos zombar desses homens, tratá-los como ingênuos, ou achá-los incômodos. Entretanto, são eles que nos fizeram e é deles que se apronta para surgir a Terra de amanhã.


Pessimismo e volta ao passado; gozo do momento presente; entusiasmo em direção ao futuro. Três atitudes fundamentais, como eu dizia, em face da Vida. E, em seguida, inevitavelmente, eis-nos diante do âmago de nosso assunto – três formas opostas de felicidade.
  • Felicidade de tranqüilidade, primeiramente. Nada de aborrecimentos, nada de riscos, nada de esforços. Diminuamos os contatos, restrinjamos nossas necessidades, baixemos nossas luzes, endureçamos nossa epiderme, reentremos em nossa concha. O homem feliz será aquele que pensar, sentir e desejar o mínimo.
    • Felicidade de prazer, em seguida, prazer imóvel, ou melhor ainda, prazer incessantemente renovado. O objetivo da vida não é agir e criar, mas aproveitar. Logo, menos esforço ainda, ou apenas o esforço necessário para mudar de copo de bebida. Distender-se o mais possível, como a folha aos raios do sol, variar a cada instante de posição para sentir melhor: eis a receita da felicidade. O homem feliz será aquele que souber saborear, o mais completamente possível, o instante que tem entre as mãos.
    • Felicidade de crescimento enfim. Desse terceiro ponto de vista, a felicidade não existe nem vale por si mesma, como um objeto que pudéssemos perseguir e captar em si mesmo, mas é apenas o sinal, o efeito, e como que a recompensa da ação convenientemente dirigida. “Um subproduto do esforço”, diz, em algum lugar, Aldous Huxley. Não é bastante, pois, como sugere o hedonismo moderno, nós nos renovarmos não importa como, para sermos. O homem feliz é, pois aquele que sem buscar diretamente a felicidade, encontra inevitavelmente a alegria, por acréscimo no ato de chegar à plenitude e ao fim de si mesmo, avançando.

    Felicidade de tranqüilidade; felicidade de prazer; felicidade de desenvolvimento.

    Entre essas três linhas de marcha, a Vida, ao nível do Homem, hesita e divide a sua corrente, sob nossos olhos. Para motivar nossa escolha, haveria apenas verdadeiramente, como se repete por aí, uma preferência individual de gosto ou de temperamento? Ou podemos encontrar, em alguma parte, uma razão, indiscutível porque objetiva, para decidir que um dos três caminhos é absolutamente o melhor e, por conseqüência, o único que pode autenticamente tornar-nos felizes?


    continua em felicidade - II - (breve... enquanto isso reflitamos em felicidade - I - )


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    continuando... reflexões sobre a felicidade

     
    FotoImagem Manu Lücht & Zoia Petrow_all rights reserved
    II - os eixos teóricos da felicidade
    Pierre Thaillard de Chardin

    tradução de Alaíde Inah González
    pesquisa e revisão Zoia Petrow


    A resposta dos fatos

    1 – Solução geral: rumo a maior Consciência.

    Estou absolutamente convencido, de minha parte, de que um tal critério indiscutível e objetivo, existe, não misterioso e escondido, mas claro para todos os olhos; e creio que, para percebê-lo, basta-nos olhar, em redor de nós, a Natureza, à luz das últimas conquistas da Física e da Biologia, isto é, à luz de nossas idéias novas sobre o grande fenômeno da Evolução.

    Ninguém, como sabeis, duvida mais seriamente disso, hoje em dia. O Universo não está fixo “ontologicamente”, mas se move, desde sempre, no mais profundo de sua massa interior, seguindo duas grandes correntes contrárias: uma que arrasta a Matéria para estados de desagregação extrema, outra de que resulta a edificação de unidades orgânicas, cujos tipos superiores, astronomicamente complexos, formam o que chamamos “o mundo vivo”. Isso posto, consideremos, mais particularmente, a segunda dessas correntes, isto é, a da vida, à qual pertencemos.

    Durante cerca de um século, os sábios, apesar de admitirem a realidade de uma Evolução biológica, discutiram para saber se o movimento que nos conduz é apenas uma espécie de torvelinho circular fechado, ou se ele corresponde a uma deriva definida que leva a fração animada do Mundo a algum estado superior determinado. Ora, hoje, em dia, é a segunda dessas hipóteses que, na opinião quase unânime, parece decididamente corresponder à realidade. A Vida não se torna complexa sem leis, e como que por acaso. Mas, tomada tanto em seu conjunto, como no detalhe dos seres organizados, ela progride metodicamente, irreversivelmente, para estados de consciência cada vez mais elevados. De maneira que a aparição final, e muito recente, do Homem sobre a Terra é apenas o resultado, regular e lógico, de um “processus” esboçado desde as origens do nosso planeta.

    Historicamente a Vida (isto é, de fato, o próprio Universo, tomado em sua porção mais ativa) é uma elevação de Consciência. Não percebeis, imediatamente,  a conseqüência direta dessa proposição sobre nossa atitude e nossa conduta interiores?

    Dissertamos, a perder de vista, dizia eu, há um instante, sobre a melhor atitude a tomar, em face de nossas vidas. Mas, fazendo isso, não estamos parecendo como um viajante que, conduzido por um trem rápido entre Paris e Marselha, se perguntasse, ainda, se é para o Norte ou o Sul que lhe seria preferível ir? Nós discutimos para que, uma vez que a decisão  foi tomada fora de nós, e já embarcamos?  Desde mais de quatrocentos milhões de anos sobre a nossa Terra (seria mais exato dizer: desde sempre, no Universo) a imensa massa de seres da qual nós fazemos parte se eleva, tenazmente, incansavelmente, em direção a mais liberdade, mais sensibilidade, mais visão interior: e nós perguntamos, ainda, onde é preciso ir?…

    Na verdade, à luz das grandes leis cósmicas, a sombra dos falsos problemas se desvanece. Sob pena de contradição física (isto é, sob pena de negar tudo aquilo que somos e tudo aquilo que nos fez), só podemos adotar, para cada um de nós, a escolha primordial implícita no Mundo do qual somos os elementos refletidos. Recuar para ser menos, parar para gozar esses dois gestos, pelos quais procuraríamos navegar contra a corrente da onda universal, aparecem como absurdas impossibilidades.

    Assim, à esquerda e à direita, as estradas se fecham e só resta aberta a saída para frente.

    Cientifica e objetivamente, a única resposta possível aos apelos da vida é a marcha do progresso. E, em seguida, cientifica e objetivamente também, a única verdadeira felicidade é a que chamamos a felicidade de crescimento ou de movimento.

    Como e com o Mundo, queremos, pois, ser felizes? Deixemos os cansados e os pessimistas escorregar para trás. Deixemos os hedonistas alongar-se burguesmente sobre a encosta. E juntemo-nos, sem hesitar, ao grupo daqueles que querem arriscar a ascensão até o último cume. Avante!…

    Mas não é bastante haver optado pela ascensão. Resta, ainda, não se enganar de trilha. Está muito bem se levantar para partir. Mas para ganhar o cume com alegria, qual é o bom caminho? Aqui, ainda, de maneira a permanecer em um terreno sólido, observemos as marchas da Natureza, interroguemos as ciências da Vida.




     





    divina proporção...





    Todos nós já ouvimos falar em número PI. É o irracional mais famoso da história, com o qual se representa a razão constante entre o perímetro de qualquer circunferência e o seu diâmetro, equivale a:

    3.141592653589793238462643383279502884197169399375.....

    e é conhecido "vulgarmente" como 3,1416.



    Não confundir "PI" com o número "Phi" que corresponde a 1,618.



    O Número Phi

    O número Phi (letra grega que se pronuncia "fi") apesar de não ser tão conhecido, tem um significado muito mais interessante.








    Durante anos o homem procurou a beleza perfeita, a proporção ideal. Os gregos criaram então o retângulo de ouro. Era um retângulo, do qual havia-se proporções do lado maior dividido pelo lado menor e a partir dessa proporção tudo era construído.

    Assim eles fizeram o Parthernon, a proporção do retângulo que forma a face central e lateral. A profundidade dividia pelo comprimento ou altura, tudo seguia uma proporção ideal de 1,618.

    Os Egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides cada pedra era 1,618 menor do que a pedra de baixo, a de baixo era 1,618 maior que a de cima, que era 1,618 maior que a da 3a fileira e assim por diante.

    Bom, durante milênios, a arquitetura clássica grega prevaleceu.O retângulo de ouro era padrão, mas depois de muito tempo veio a construção gótica com formas arredondadas que não utilizavam retângulo de ouro grego.


    Mas cerca de 1200 d.C., Leonardo Fibonacci um matemático que estudava o crescimento das populações de coelhos criou aquela que é provavelmente a mais famosa seqüência matemática, a Série de Fibonacci.

    A partir de 2 coelhos, Fibonacci foi contando como eles se aumentavam a partir da reprodução de várias gerações e chegou numa seqüência onde um número é igual a soma dos dois números anteriores: 1 1 2 3 5 8 13 21 34 55 89...

    1

    1+1=2

    2+1=3

    3+2=5

    5+3=8

    8+5=13

    13+8=21

    21+13=34

    E assim por diante.....

    Aí entra a primeira "coincidência"; proporção de crescimento média da série é 1,618.

    Os números variam, um pouco acima às vezes, um pouco abaixo, mas a média é 1,618, exatamente a proporção das pirâmides do Egito e do retângulo de ouro dos gregos. Então, essa descoberta de Fibonacci abriu uma nova idéia de tal proporção que os cientistas começaram a estudar a natureza em termos matemáticos e começaram a descobrir coisas fantásticas.


    - A proporção de abelhas fêmeas em comparação com abelhas machos em uma colméia é de 1,618;


    - A proporção que aumenta o tamanho das espirais de um caracol é de 1,618;

    - A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais sementes de um girassol é de 1,618;
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    - A proporção em que se diminuem as folhas de uma árvore a medida que subimos de altura é de 1,618;

    E não só na Terra se encontra tal proporção. Nas galáxias as estrelas se distribuem em torno de um astro principal numa espiral obedecendo à proporção de 1,618 também por isso, o número Phi ficou conhecido como A DIVINA PROPORÇÃO.

    Porque os historiadores descrevem que foi a beleza perfeita que Deus teria escolhido para fazer o mundo?


    Bom, por volta 1500 d.C., com a vinda do Renascentismo, a cultura clássica voltou à moda. Michelangelo e principalmente Leonardo da Vinci , grandes amantes da cultura pagã (paganismo) colocaram esta proporção natural em suas obras. Mas Da Vinci foi ainda mais longe; ele, como cientista, pegava cadáveres para medir a proporção do seu corpo e descobriu que nenhuma outra coisa obedece tanto a DIVINA PROPORÇÃO do que o corpo humano... obra prima de Deus.

    Por exemplo:

    - Meça sua altura e depois divida pela altura do seu umbigo até o chão; o resultado é 1,618.

    - Meça seu braço inteiro e depois divida pelo tamanho do seu cotovelo até o dedo; o resultado é 1,618.

    - Meça seus dedos, ele inteiro dividido pela dobra central até a ponta ou da dobra central até a ponta dividido pela segunda dobra. O resultado é 1,618;

    -Meça sua perna inteira e divida pelo tamanho do seu joelho até o chão. O resultado é 1,618;

    -A altura do seu crânio dividido pelo tamanho da sua mandíbula até o alto da cabeça. O resultado 1,618;

    -Da sua cintura até a cabeça e depois só o tórax. O resultado é 1,618;

    (Considere erros de medida da régua ou fita métrica que não são objetos acurados de medição).

    Tudo, cada osso do corpo humano é regido pela Divina Proporção.

    Seria Deus, usando seu conceito maior de beleza em sua maior criação feita a sua imagem e semelhança?

    Coelhos, abelhas, caramujos, constelações, girassóis, árvores, arte e o homem; coisas teoricamente diferentes, todas ligadas numa proporção em comum.

    Então até hoje essa é considerada a mais perfeita das proporções. Meça seu cartão de crédito, largura / altura, seu livro, seu jornal, uma foto revelada.

    Encontramos ainda o número Phi nas famosas sinfonias como a 9ª de Beethoven, Dvörak, Debussy (abaixo representadas) entre outras diversas obras.



    Então... isso tudo seria uma coincidência?
    Ou seria o conceito de unidade com todas as coisas cada vez mais esclarecido para nós?











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    compondo a sinfonia...



    Refletindo sobre a diversidade das vidas, dos níveis de consciência, dos mundos, que convivem no mesmo tempo, no mesmo espaço, em torno de nós e dentro de nós... Uma bela sinfonia de sons, ritmos, silêncios, sendo tocada por mãos invisíveis, onde cada um de nós é apenas uma nota, afinada ou não, mas imprescindível para a beleza do todo!

    Neste exato minuto quantos estão sorrindo, quantos estão chorando, quantos estão iniciando uma nova jornada no plano material, quantos estão se despedindo dele, quantos sonham com um mundo melhor, quantos chegam à conclusão de que não há saída para a humanidade? Um turbilhão de sentimentos, pensamentos, atitudes, se encontrando, se repelindo, se atraindo... assim é o viver!

    Importa saber com que onda sintonizamos a cada passo, a cada instante, pois a depender da qualidade de energia que emitimos, sempre atraímos alguma força semelhante, que se junta à nossa e cresce... se expande... encontra sincronicidades e vai seguindo, criando estórias, história, acontecimentos, felizes ou não.

    Esta consciência importa ter, porque passamos assim a nos responsabilizar mais, não só pelo que nos acontece, mas também pelo que vem a acontecer com o Todo, ou seja, com o universo do qual fazemos parte.

    Toda palavra produz um eco... que, como um seixo quando jogado na superfície de um lago, vai sempre ampliando seu limite de atuação. Cada sentimento nosso busca fazer parte de uma onda de emoções que está sempre disponível em torno de todos nós, no plano sutil. Esta atmosfera passa a nos envolver, a partir daquele instante e cabe a cada um de nós estar atento a isto, para continuar aí, ou  sintonizar uma outra freqüência.

    E em nós, em nosso mundo interior, tão complexo, tão desconhecido ainda, será que essa mesma sinfonia não está sempre sendo composta? Com certeza!  Temos em nós facetas variadas, luzes, sombras, dualidades nem sempre compreendidas, que vão se exteriorizando e sendo reconhecidas, à medida que nos permitimos expressão.

    Daí a importância de buscarmos uma forma de comunicação com o nosso inconsciente - através da escrita, de uma forma artística qualquer de expressão, de criação, que canalize essas nossas energias internas e nos permita tomar consciência delas, reconhecê-las!

    Temos uma música interior! Modificamos ela, a todo instante, mesmo quando não sabemos disso. Fazemos também parte da música universal, mas escolhemos o ritmo em que preferimos nos inserir, a depender do que tocamos, do que escolhemos produzir, como instrumentos da Energia Divina que todos somos.

    Esta imagem toda é tão bonita, alegre e vibrante! Um baile infinito, sons, muitos sons, alguns que nos agradam, outros não, mas que se modificam a cada segundo. O importante é que podemos escolher de que música participar e de que podemos afinar o instrumento que somos para soar cada vez melhor onde nós nos encontramos.

    Às vezes suave e doce, às vezes barulhenta e até ensurdecedora, a música Vida é uma só e fazemos parte dela! Está aí a nossa pequenez e toda a nossa grandeza - somos notas de uma sinfonia infinita!








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    é preciso saber viver...


    mundo virtual

     
    Num intervalo do meu dia....



     
    Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, pois queria aproveitar os poucos minutos de que dispunha naquele dia atribulado para comer e consertar alguns bugs de programação de um sistema que estava desenvolvendo, além de planejar minha viagem de férias, que há tempos não sei o que são.
     
    Pedi um filé de salmão com alcaparras na manteiga, uma salada e um suco de laranja, pois afinal de contas fome é fome, mas regime é regime, ?
     
    Abri meu notebook e levei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:
     
    -Tio, dá um trocado? 

    - Não tenho, menino. 

    - Só uma moedinha para comprar um pão. 

    - Está bem, compro um para você.
     
    Para variar, minha caixa de entrada estava lotada de e-mails. Fico distraído vendo poesias, as formatações lindas, dando risadas com as piadas malucas... Ah! Essa música me leva a Londres e a boas lembranças de tempos idos...
     
    - Tio, pede para colocar margarina e queijo também? 

    Percebo que o menino tinha ficado ali. 
    - OK, mas depois me deixe trabalhar, pois estou muito ocupado, ?
     
    Chega a minha refeição e junto com ela o meu constrangimento. Faço o pedido do menino, e o garçom me pergunta se quero que mande o garoto ir. Meus resquícios de consciência me impedem de dizer. Digo que está tudo bem.
     
    - Deixe-o ficar. Traga o pão e mais uma refeição decente para ele.
     
    Então o menino se sentou à minha frente e perguntou:
     
    - Tio, o que está fazendo?

    - Estou lendo uns e-mails. 

    - O que são e-mails? 


    - São mensagens eletrônicas mandadas por pessoas via Internet. Sabia que ele não iria entender nada, mas a título de livrar-me de maiores questionários, disse:
     
    - É como se fosse uma carta, só que via Internet. 

    - Tio, você tem Internet? 

    - Tenho sim, é essencial no mundo de hoje. 

    - O que é Internet, tio? 

    - É um local no computador onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem tudo no mundo virtual. 

    - E o que é virtual, tio?
     
    Resolvo dar uma explicação simplificada, novamente na certeza que ele pouco vai entender e vai me liberar para comer minha refeição, sem culpas.

     
    - Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos pegar, tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.
     
    - Legal isso. Gostei! 

    - Mocinho, você entendeu o que é virtual? 

    - Sim, tio, eu também vivo neste mundo virtual. 

    - Você tem computador?
     
    - Não, mas meu mundo também é desse jeito... Virtual. 

    Minha mãe fica todo dia fora, só chega muito tarde, quase não a vejo. Eu fico cuidando do meu irmão pequeno que vive chorando de fome, e eu dou água para ele pensar que é sopa. Minha irmã mais velha sai todo dia, diz que vai vender o corpo, mas eu não entendo, pois ela sempre volta com o corpo. Meu pai está na cadeia há muito tempo. Mas sempre imagino nossa família toda junta em casa, muita comida muitos brinquedos de Natal, e eu indo ao colégio para virar médico um dia. Isto não é virtual, tio?
     
    Fechei meu notebook, não antes que as lágrimas caíssem sobre o teclado.
     
    Esperei que o menino terminasse de literalmente "devorar" o prato dele, paguei a conta e dei o troco para o garoto, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que eu já recebi na vida, e com um "Brigado tio, você é legal!".
     
     




    Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade rodeia de verdade, e nós fazemos de conta que não a percebemos! 





    texto recebido no grupo de estudos Cinturão de Fotons em 2006 de Estela Bravo. Desconheço a autoria.
     






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    intangível plenitude








    foto Manuel Lücht _ arte Zoia Petrow
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    A vida humana, ah!
    A vida sobre tudo... é poesia.


    Inconscientes, nós a vivemos
    dia a dia
    passo a passo
    mas em sua intangível plenitude ela vive
    e se nos traduz em poesia.


    Longe... muito longe da antiga frase
    " Faz de tua vida uma Obra de Arte " ;
    não somos nós nossa obra de arte!




    Lou Andreas-Salomé
















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    Cristo Cósmico em mim reverência Cristo Cósmico em Ti.

    Foto Manuel Lücht
    Imagem e Arte Zoia Petrow
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