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" Você esta aqui para possibilitar que o propósito divino do universo se revele.

Veja como você é importante! "

Eckhart Tolle


Arrisque... o risco é a unica maneira de você saber se está "realmente" Vivo!!!

Zoia Petrow








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Terra - O planeta das ilusões








Shan (*Terra)
A consciência não vibra mais pelo bem-estar pessoal, mas sim pelo que o social pode fazer por ele, o mundo das aparências. O homem deixou de ser para virar um robô. O robô humano se ilude quando pensa que vive, pois experiencia tão-somente o que o mundo material pode lhe oferecer. Tantas emoções quantas forem necessárias para satisfazer o impulso primitivo do masoquismo inescrupuloso para provar-se humilde e capaz de sacrifícios.
Um mundo de ilusões criado por fantásticas mentes racionais e vazias que acreditam que o externo pode sobrepor o interno, que o palpável pode superar a experiência, que o notório prova a existência e que a experiência é capaz de reproduzir satisfatoriamente o real interno de cada ser existente e que, desta forma, nada mais precisam porque tudo o que é externo, palpável, notório, tem seu valor e pode ser manipulado ou adequado àquilo em que se quer acreditar que é alimento para a sua essência. A insegurança interna do “não-ser” sem saber-se “o que é” é o não-conteúdo ativado das mentes por inexistência de dados cognativos do real em posse da autenticidade para consigo mesmo, calcada no auto-conhecimento completo e inevitável do ser impensante que almeja “apenas” lutar pela sobrevivência aqui no Shan* e acaba por deixar a desejar perceber-se em seu vir-a-ser, porque não admite a hipótese de que poderia ser diferente.

O Shan* é o planeta das ilusões porque os homens se alimentam delas para agüentar e encobrir o real vazio de seus egos, de suas mentes, pois estas estão ocupadas com a sórdida intenção de como sobrepujar o seu companheiro, seu irmão, seu colega de trabalho, sem nem mesmo respeitar cada microuniverso consciencial ou levar em consideração a condição do maxifraternismo. O planeta Terra é habitado por bebês cósmicos que teimam em calcar sua jornada evolutiva em caprichos mal elaborados, formados por “birras” existenciais sem sentido.

É como se os gladiadores do passado aperfeiçoassem suas armas e hoje, ao invés de tacapes e lanças, utilizam-se do mecanismo:  de hetero-assédio, da falsidade e da ostentação do 'satus quo', esmagando o outro para provar que ainda são os “reis das selvas”, o animal que delimita seu espaço deixando suas marcas em cada canto.

Ao invés desse irracional animal humano perder tanto tempo buscando desesperadamente lutar para manter seu espaço limite multissecularmente falando, ele mesmo poderia, sem sombra de dúvidas, conquistar o 'status quo' de ser repleto em sua existência, admitindo a possibilidade do completismo de suas realizações existenciais por intermédio de sua total capacidade pró-evolutiva. Executar sua competência para a auto-evolução.

Mas, ao invés de buscar viver sua inteligência, aplacando seus corações vazios, aplacando sua mágoa de não conseguir sentir-se uno a si e ao Universo, encerrando-se no mais profundo auto-ódio, busca desesperadamente pela aventura da conquista, que se resume em competições, iludindo-se e fazendo-se acreditar que, desta forma, vencer esta competição, subjugar alguém, contando quantos adversários sua mente brilhante conseguiu abater, manipular com “seu poder de persuasão”, poderá ser alguém para alguém e, principalmente , acreditar que isso lhe dará o cocar de grande chefe, seu alimento de alma para o aumento da sua segurança e da auto-estima.

Isto é ilusão.

Ilusão é alguém pensar que será feliz trazendo infelicidade ao outro. É ilusão pensar que será importante para alguém se este alguém precisar de você; é ilusão pensar que será vencedor, vencendo um vencido, o mais fraco, alimentando a sua alma (seu ego) por meio de outras ingênuas e inconscientes, isso se chama vampirismo. É ilusão acreditar que poderá sentir-se bem causando qualquer prejuízo para alguém , porque o outro faz parte de você dentro deste Cosmos e “sua mão não termina onde começa a minha mão”, visto que somos formados pela mesma essência universal. Não se deve esquecer que o verdadeiro escore, o verdadeiro placar do Universo, é marcado tendo em vista quantas pessoas este ser conseguiu retirar da sombra, da penumbra da ignorância.
É ilusão pensar que no Universo as coisas não são justas, pois nele tudo está correto. Não se pode colher aquilo que não se plantou. “Se você jogar flores ao Universo, ele as devolverá...”, se elas possuírem espinhos, então cuidado, pois você poderá se espetar.

Você perceberá o Cosmos de acordo com a óptica do seu microcosmos, daquilo que sua visão conseguir enxergar, da forma que o seu ser puder perceber. Mas mesmo os espinhos das flores que retornam a você são importantes para que saiba que ainda necessita se defender.

Só não precisa de defesa aquele que nada deve, de forma alguma. A intencionalidade é algo que determina o “dá-recebe” do Cosmos, sem dúvida; quanto mais medo tens daquilo que pode “vir”, é porque você ainda não começou a realizar. Quanto mais medo daquilo que tens de fazer, é porque ainda não deixaste a covardia sórdida do homem que teme mudar.

Ser um componente atuante do Cosmos exige transcendência constante. Quanto mais medo você tiver de mudar, mais longe estará de você, de nós, do Universo, de tudo o que divino, pois vive na ilusão daquilo que deseja, sem saber o que realmente quer.

Robô teleguiado por seus próprios morfopensenes, vive na “ilusão de que ser homem bastaria”, acreditando que esta condição humana é o cume de sua existência, embotando sua essência real na intencionalidade politicamente correta. Quanto mais medo o homem tiver de encarar o real, menos coragem para enfrentar qualquer realidade e mais imaturo será, maior tempo passará no infantilismo adulto ou na eterna adolescência do ego, maior tempo (operação tartaruga) e mais desgaste em sua Jornada Evolutiva. É também ilusão acreditar que postergar a evolução para se sentir pronto ou maduro é melhor. Muitas vezes, ou na maioria delas, quanto mais se demora a se tomar uma postura íntima, mais difícil vai ficando para assumir a evolução.

É ilusão acreditar que falar bonito ajuda a crescer; lembre-se:



  • teoria + prática = teática;




  • teoria e não ação = teoricão;




  • verbo e não ação = incoerência;




  • verbo + ação = verbação;




  • ação sem teoria = ignorância e imprudência.


É ilusão crer que quem “acredita” compreende as leis universais. É ilusão pensar que “boa intencionalidade” é o caminho para a evolutividade. É ilusão pensar que somos um em todas as dimensões. É ilusão acreditar que cometer auto-enganos permaneceremos impunes à Cosmoética Universal. É ilusão crer que se iludir pode trazer um pouco de paz, que a fé abranda a alma e que a sorte é para quem acredita. No Universo, a todo tempo, o real objetivo está diretamente ligado à Real-Idade sugestiva do ser. Portanto, quanto mais tangível e conhecida a situação, maior capacidade de superação. Quanto mais planejada, maior sinal de maturidade, pois é sinal de reflexão. Quanto mais discernimento em suas opções, decisões e escolhas, maior maturidade consciencial e menor interferência de componentes ou fatores externos. Quanto mais realidade houver na percepção de uma situação, menos embate pessoal, pois não haverá depósito de expectativas sobre nada ou ninguém e, assim, menos frustrações para se lidar, pois nada tem-se para trabalhar a não ser o que realmente o é...

Ao planeta Shan das ilusões resta o desejo de que a vontade pessoal sugere o desejo débil e que cada um retire a coroa de ouro de vossas cabeças e troque este adorno primitivo, símbolo ilusório da ostentação de riqueza material e do poder escravizador do homem pelo brilho do Mentalsoma, Cosmoética, Amor e Assistencialidade, que são os principais símbolos não ilusórios da evolutividade.

Que o planeta Terra descubra logo que a maior ilusão é acreditar que o ser humano está sozinho no Universo e que seus corpos são apenas herança genética e que sua vida é apenas destino e que sua alma, seu self ou seu ego, é pouco mais que um aparelho psíquico...

A consciência é a prova da eternidade. Como desfrutá-la é opção pessoal.

por Kadar Monka
revisão e pesquisa Zoia Petrow




















Cristo Cósmico em mim reverência Cristo Cósmico em Ti.

Foto Manuel Lücht
Imagem e Arte Zoia Petrow
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